Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, sexta-feira, 16 de agosto de 2019.
Dia do Filósofo.

Jornal do Comércio

Opinião

COMENTAR | CORRIGIR

editorial

Edição impressa de 16/08/2019. Alterada em 16/08 às 14h44min

A importância da parceria entre Brasil e Argentina

As falas diárias do presidente Jair Bolsonaro (PSL) não tem contribuído para o apaziguamento das tensões políticas internas do Brasil - que são muitas - e, pelo visto, continuarão a causar problemas diplomáticos muito além de França, Alemanha e Noruega, por conta do Fundo Amazônia.
As falas diárias do presidente Jair Bolsonaro (PSL) não tem contribuído para o apaziguamento das tensões políticas internas do Brasil - que são muitas - e, pelo visto, continuarão a causar problemas diplomáticos muito além de França, Alemanha e Noruega, por conta do Fundo Amazônia.
Depois de críticas disparadas contra governadores do Nordeste, o presidente voltou-se contra o candidato vitorioso nas eleições primárias da Argentina. Entretanto, seja quem for o vencedor das eleições no país vizinho e integrante do Mercado Comum do Sul (Mercosul), ao lado do Uruguai e do Paraguai, o presidente Jair Bolsonaro, por meio do porta-voz da presidência, general Otávio Rêgo Barros, reafirmou que tem como foco o crescimento tanto do Brasil como da Argentina, uma vez que ambos têm relações históricas.
Nunca é tarde para reparar uma manifestação grosseira. Um presidente não pode sair colecionando desafetos, até mesmo porque a Argentina é um sócio fundamental para o Brasil, em diversos setores, além de manter um intenso intercâmbio comercial com o nosso País.
Seja qual for o viés político dos que vencerem as eleições, eles não podem mais ser qualificados de "bandidos de esquerda", como afirmou o presidente. Em resposta, Bolsonaro foi classificado como "misógino e racista" por Alberto Fernández, que tem como vice em sua chapa a ex-presidente Cristina Kirchner.
Mesmo que, no geral, Jair Bolsonaro tenha procurado manter uma postura de acordo com sua campanha eleitoral, agora, ele não está mais no palanque. Pode e deve manter a postura, sem cinismos diplomáticos. Mas, para ser sincero, não precisa ofender políticos dentro e fora do País, ainda que em defesa dos superiores interesses brasileiros.
A pendenga em torno do Fundo Amazônia, do qual a Alemanha afastou-se até que o Brasil defina uma política de mais combate ao desmatamento da maior floresta tropical do mundo, é a prova disso.
Ainda que a Amazônia seja do Brasil e por nossas autoridades protegida, tudo tem que ser feito com muita cautela e bom senso.
Da mesma forma, a França quer que o Brasil fique no Acordo de Paris sobre o clima. E isso, para o governo gaulês, quer dizer manter a Amazônia livre do desmatamento. Do Fundo Amazônia também saiu a Noruega.
Enfim, menos frases agressivas, mesmo quando tenha razão. Há maneiras mais diplomáticas de reclamar, recusar e desfazer acordos.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia