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Porto Alegre, terça-feira, 13 de agosto de 2019.
Dia do Economista .

Jornal do Comércio

Opinião

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Alterada em 13/08 às 03h00min

Os empresários e a realpolitik

Karim Miskulin
A política repercute na vida de um país - e, principalmente, no cotidiano das empresas. O papel dos executivos e líderes empresariais, de igual modo, também implica no universo político. São dinâmicas indissociáveis, com grande potencial de empurrar o Brasil para frente.
A política repercute na vida de um país - e, principalmente, no cotidiano das empresas. O papel dos executivos e líderes empresariais, de igual modo, também implica no universo político. São dinâmicas indissociáveis, com grande potencial de empurrar o Brasil para frente.
Boa parte do mundo empresarial descuidou desse tema, delegando apenas aos partidos a tarefa da realpolitik.
O resultado é conhecido: tivemos uma das maiores crises econômicas e institucionais da história do País, que culminou com as manifestações de rua a partir de 2013.
Naquele momento, entre vaias e brados, o poder começava a trocar de mãos.
As novas configurações da opinião pública brasileira demonstram que a boa política depende da participação da sociedade - com destaque para executivos, formadores de opinião e pessoas independentes.
Tirar a Nação do atoleiro é uma responsabilidade coletiva. Durante décadas, muitas vezes, a área pública serviu à cultura egoísta de uns para alguns.
De associações para sindicatos e vice-versa. Agora, é preciso cuidar de todos. Democracia é isso.
Para contribuir com qualidade, é preciso aprofundar o entendimento da dinâmica da política, o que exige ir além do mero acompanhamento jornalístico. Empresários, profissionais liberais, executivos, autônomos e todo o universo da livre iniciativa devem incorporar conhecimento em áreas como história, filosofia, antropologia, sociologia, direito e comunicação.
A falta de interesse, a alienação e até o preconceito também nos fizeram chegar onde chegamos.
Empresas não são ilhas. E, talvez, a nova responsabilidade social das organizações, além da renda e do lucro que geram, pode estar não apenas em ações de caridade, mas no papel de seus gestores como colaboradores políticos. O País está voltando aos trilhos, mas a jornada não é de um homem, ou de um partido. Cabe a todos nós. Afinal, o futuro nos interessa.
Diretora-executiva do Grupo Voto e cientista política
 
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