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Porto Alegre, quinta-feira, 08 de agosto de 2019.

Jornal do Comércio

Opinião

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Artigo

08/08/2019 - 14h29min. Alterada em 08/08 às 14h43min

O tempo que não volta

Claudia Barbedo
Estaremos comemorando mais um Dia dos Pais. Essa data tem braços bem alongados para abraçar e sentir no coração os vários pais que a vida nos apresenta. A ideia a ser compreendida é a de que não há pais melhores ou piores, o que existe são pais diferentes em face da singularidade da vida vivida por cada um deles e dos exemplos que seguiram em seus caminhos rumo à paternidade.
Estaremos comemorando mais um Dia dos Pais. Essa data tem braços bem alongados para abraçar e sentir no coração os vários pais que a vida nos apresenta. A ideia a ser compreendida é a de que não há pais melhores ou piores, o que existe são pais diferentes em face da singularidade da vida vivida por cada um deles e dos exemplos que seguiram em seus caminhos rumo à paternidade.
Felizes aqueles que ainda têm os pais para dar umas amassadas e afortunados aqueles que têm os pais no registro da memória nas diferentes etapas da vida. Por outro lado, infelizes aqueles que tiveram o tempo de convivência com os pais ceifado de suas vidas por prática de alienação parental, conhecida como atos praticados por quem tem o filho sob seus cuidados com o propósito de afastá-lo do convívio com demais parentes.
Ainda hoje há pais que são impedidos de estarem nesta data tão especial ao lado dos filhos, ou curtem o dia com tempo preestabelecido. Nesses casos, pais e filhos passam a conhecer o significado do tempo perdido e descobrem que esse não se recupera. É um tempo que não volta, um tempo sem registro que resulta numa vida de pai e filho sem histórias para contar em face da inexistência do tempo passado. Nessa situação, nem tudo está perdido. A solução é revisitar a estrutura familiar do passado, que tinha o pai unicamente como provedor e a mãe como cuidadora dos filhos, para redesenhá-la com o efeito de garantir o papel de cuidador também ao pai. A partir disso, recorta-se o papel secundário dos pais na vida dos filhos e constrói-se o papel deles como protagonistas, no mesmo patamar das mães. Ao reconhecer os pais como protagonistas na vida dos filhos, garante-se o exercício da paternidade com força para evitar qualquer atitude que resulte no afastamento da convivência familiar daqueles com estes. Os avanços, nesse assunto, foram muitos, mas não ainda em sua plenitude e por isso devem, a cada dia, ser fortalecidos.
O filme “Viva – A Vida é uma Festa” traz uma reflexão sobre a importância de cultuar a memória de nossos ancestrais. Assim, olhar fotografias, lembrar-se de momentos que nos faz emocionar, resgatar aprendizados por vezes difíceis de deglutir, lembrar piadas e brincadeiras, lembrar como nos sentíamos protegidos e tantos outros sabores da vida, faz perceber que o registro na memória da convivência familiar com os pais se eterniza no tempo e propicia o acesso dessas informações para sempre dar aquela espiadinha em nossos homenageados, seja na terra, seja no céu!
Advogada, especialista em Direito de Família e Sucessões
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