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Porto Alegre, sexta-feira, 09 de agosto de 2019.
Dia Internacional dos Povos Indígenas.

Jornal do Comércio

Opinião

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Artigo

Edição impressa de 09/08/2019. Alterada em 09/08 às 03h00min

Convergência e planejamento

Alexandre Mendes Wollmann
O economista Paulo Gala, da Fundação Getulio Vargas, trouxe à tona um dado alarmante. Segundo ele, em 1980, o PIB da indústria brasileira era maior do que a soma da produção industrial da China e da Coreia do Sul. Passados 40 anos, deixamos de observar pelo retrovisor o vento folhar a história do desenvolvimento de muitos países. Fomos ultrapassados por fluxos de crescimento vertiginosos, ao mesmo tempo que consolidamos nossa posição de fornecedor mundial de commodities como soja e minério de ferro. Em poucas décadas, nos solavancos do crescimento econômico, nossos profissionais de todas as áreas da Engenharia conviveram com alguns espasmos positivos e seguidos por períodos de profunda crise, como o atual, em que oportunidades de emprego escasseiam na espiral negativa do setor industrial.
O economista Paulo Gala, da Fundação Getulio Vargas, trouxe à tona um dado alarmante. Segundo ele, em 1980, o PIB da indústria brasileira era maior do que a soma da produção industrial da China e da Coreia do Sul. Passados 40 anos, deixamos de observar pelo retrovisor o vento folhar a história do desenvolvimento de muitos países. Fomos ultrapassados por fluxos de crescimento vertiginosos, ao mesmo tempo que consolidamos nossa posição de fornecedor mundial de commodities como soja e minério de ferro. Em poucas décadas, nos solavancos do crescimento econômico, nossos profissionais de todas as áreas da Engenharia conviveram com alguns espasmos positivos e seguidos por períodos de profunda crise, como o atual, em que oportunidades de emprego escasseiam na espiral negativa do setor industrial.
Assim, substituímos o retrovisor pelas telas dos smartphones na esperança de encontrar o destino para o qual devemos seguir como nação provedora de oportunidades e de bem-estar a todos.
Hoje, países que já passaram por ciclos de absoluto caos econômico, político e social passaram a ser nossas referências para futuros horizontes, comprovando que sempre haverá uma saída para construirmos o Brasil que queremos. No entanto, pecamos mortalmente pela ausência de planejamento de médio e longo prazos, ao permitirmos que a batuta da economia permaneça nas mãos dos governos e suas sazonalidades e inconsistências.
Qual o projeto que temos para as universidades, instituições indispensáveis para qualquer que seja a meta a ser alcançada? Dados do Fórum Econômico Mundial indicam que a Rússia forma quase meio milhão de novos engenheiros a cada ano; o Irã, 233 mil; já o Brasil, sem uma mínima política de desenvolvimento integrado, pouco mais que 83 mil.
É também alarmante observarmos o aumento da migração de jovens profissionais de todos os segmentos para o exterior. Sem poder absorvê-los, a economia brasileira os exporta, depois que suas famílias e o poder público terem investido em suas formações acadêmicas, um retrato cristalino da falta de convergência entre a economia, as universidades e a sociedade.
Engenheiro, diretor-presidente do Senge-RS
 
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