Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, terça-feira, 06 de agosto de 2019.

Jornal do Comércio

Opinião

COMENTAR | CORRIGIR

editorial

Edição impressa de 06/08/2019. Alterada em 06/08 às 03h00min

A recuperação financeira da Petrobras

Desfazendo-se de atividades fora da exploração de petróleo, a Petrobras acabou lucrando R$ 18,8 bilhões no segundo trimestre deste ano. Esse é o maior resultado trimestral na história da estatal.
Desfazendo-se de atividades fora da exploração de petróleo, a Petrobras acabou lucrando R$ 18,8 bilhões no segundo trimestre deste ano. Esse é o maior resultado trimestral na história da estatal.
Trata-se de um valor quatro vezes maior do que o trimestre anterior e 87,3% superior ao do mesmo período de 2018.
A privatização da subsidiária TAG (Transportadora Associada de Gás S.A.) foi a principal responsável pelo salto nos ganhos, segundo a estatal.
A Petrobras registrou um lucro líquido recorde de R$ 18,866 bilhões no segundo trimestre de 2019. Apesar desses números robustos, as dificuldades na produção de duas das maiores empresas nacionais, Vale e Petrobras, devem reduzir o crescimento do País neste ano.
O mau desempenho da indústria extrativa no primeiro semestre diminuirá em 0,2 ponto percentual a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) de 2019, apesar da melhora esperada até o fim do ano, aponta estudo feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O montante equivale a uma perda de R$ 13,7 bilhões, a preços de 2018.
Contribuiu para o bom resultado da Petrobras o aumento das cotações internacionais do petróleo ante o primeiro trimestre, bem como a valorização do dólar frente ao real. A empresa manterá o foco nos ativos de maior retorno, como o pré-sal, e na busca para redução de custos.
Com a expectativa da melhora do lucro líquido para o exercício de 2019, o Conselho de Administração da empresa antecipou a distribuição de remuneração aos acionistas sob a forma de juros sobre o capital próprio de R$ 2,6 bilhões, equivalente a R$ 0,20 por ação ordinária e preferencial por circulação.
De fato, a direção da Petrobras vem promovendo um processo ambicioso de desinvestimentos, enquanto busca focar as atividades da estatal na forte exploração e produção de petróleo e gás em águas profundas e ultraprofundas.
As vendas de ativos somaram US$ 15 bilhões no ano até julho, incluindo a venda do controle da BR Distribuidora, líder na distribuição de combustíveis do Brasil.
Igualmente, a Petrobras lançou um novo programa de desligamento voluntário focado em aposentados e aposentáveis, que já contava com 1.560 adesões até o fim de julho, sendo que vários empregados já estão em processo de desligamento.
A estatal busca lucro, após os graves problemas pelos quais passou. E os investidores querem bons resultados da Petrobras.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia