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Porto Alegre, quinta-feira, 11 de julho de 2019.

Jornal do Comércio

Opinião

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Alterada em 11/07 às 03h00min

Como qualificar a Educação?

Jocelin Azambuja
Temos visto a mídia mostrar a preocupação da sociedade com todos os níveis de educação, suas formas de financiamento e como qualificá-la.
Temos visto a mídia mostrar a preocupação da sociedade com todos os níveis de educação, suas formas de financiamento e como qualificá-la.
Nesses anos que vivencio a educação, já observei muitos ministros, secretários estaduais e municipais de Educação, buscando melhorar os resultados qualitativos e econômicos, com poucos resultados de melhorias e avanços de fato. Dobramos o investimento com educação nas últimas décadas, passamos de cerca de 3% para 6% do PIB, mas a qualidade não melhorou e, em muitos casos, regrediu. Continuamos ocupando os últimos lugares nas avaliações internacionais.
O sinal vermelho está aceso! Fala-se no financiamento e nos métodos aplicados em outros países, mas com resultados contraditórios como, por exemplo: a educação domiciliar, o ensino a distância, as escolas conveniadas e os vouchers.
A experiência mostra que não existe sistema perfeito para melhorar a qualidade e o financiamento. No entanto, uma coisa é certa, tudo é a médio e longo prazo, não é política para um governo. Aí reside nosso problema, nos deparamos com a falta de sequência nas políticas públicas educacionais. Precisamos colocar a educação como política de Estado, cláusula pétrea do povo, acima de governos. Lembro da implantação do estudo por ciclos em Porto Alegre a partir de 1994, iniciado em uma única escola, como inovação pedagógica e metodológica.
Era para uma escola piloto, dividia o ensino fundamental, em três ciclos de três anos cada, e ao final dos nove anos deveria ser avaliado pela comunidade escolar e autoridades para ver quais os benefícios alcançados. Mas aquilo que nasceu como laboratório foi implantado de imediato em toda a rede, levado até a nova LDB. Foi um fracasso, gerações perdidas por pressa, por interesses estatísticos de não repetência etc.
Precisamos de gestão qualificada do sistema educacional, de melhor formação dos professores(as), de racionalização de recursos, da participação da comunidade.
Enfim, precisamos de pressa, mas de bom senso no trato com a educação, sem pensar na próxima eleição, mas sim no futuro das gerações e do Brasil.
Presidente nacional do Partido da Educação Brasileira, em formação
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