Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quinta-feira, 20 de junho de 2019.
Corpus Christi.

Jornal do Comércio

Opinião

COMENTAR| CORRIGIR

artigos

19/06/2019 - 03h00min. Alterada em 20/06 às 12h23min

Conversas entre Moro e Dallalgnol

Marcelo Aiquel
As pessoas ideologicamente viradas à esquerda exultaram, ensandecidas - esta semana - com a divulgação maciça (blogs, emissoras e gente, frontalmente favorável a fofocas e muita parcialidade) das "escandalosas" conversas captadas ilegalmente por um hacker.
As pessoas ideologicamente viradas à esquerda exultaram, ensandecidas - esta semana - com a divulgação maciça (blogs, emissoras e gente, frontalmente favorável a fofocas e muita parcialidade) das "escandalosas" conversas captadas ilegalmente por um hacker.
Ora, inicialmente cabe-me, na condição de advogado militante, que sou há mais de 40 anos, esclarecer duas coisas por demais importantes e relevantes para compreensão desta matéria: 1ª) o que é um hacker? Tido (por todos!) como alguém que pratica delitos cibernéticos, um pirata digital, não é nada mais do que um bandido. E, como tal deve ser considerado. 2ª) o que o CPP (Código de Processo Penal) em vigor, diz sobre prova ilegal? Art. 157. São inadmissíveis, devendo ser desentranhadas do processo, as provas ilícitas, assim entendidas as obtidas em violação a normas constitucionais ou legais. (Redação dada pela Lei nº 11.690, de 2008) § 1º São também inadmissíveis as provas derivadas das ilícitas, salvo quando não evidenciado o nexo de causalidade entre umas e outras, ou quando as derivadas puderem ser obtidas por uma fonte independente das primeiras. (Incluído pela Lei nº 11.690, de 2008); § 2o Considera-se fonte independente aquela que por si só, seguindo os trâmites típicos e de praxe, próprios da investigação ou instrução criminal, seria capaz de conduzir ao fato objeto da prova. (Incluído pela Lei nº 11.690, de 2008) § 3o Preclusa a decisão de desentranhamento da prova declarada inadmissível, esta será inutilizada por decisão judicial, facultado às partes acompanhar o incidente. (Incluído pela Lei nº 11.690, de 2008)
Esclarecida a regra legal, pergunto: Restou alguma dúvida quanto à ilicitude da "prova bomba" (bomba, unicamente para as desesperadas viúvas do foro de SP)? É óbvio que a pergunta só vale para quem - realmente - sabe viver uma democracia plena, sem interesses pessoais. Que, absolutamente, não é o caso dos esquerdopatas e Lulopetistas. Prosseguindo no tema, permito-me questionar aos milhares de "palpiteiros" que - desvairados - antecipadamente julgaram o ministro Moro: quantos, dos "comentaristas de plantão", teriam alguma (por mais leve que seja) noção de como funciona (e olha que sempre funcionou assim!) o processo criminal no Brasil?
Ora, quase sempre promovido pelo Estado, como in casu, é unicamente ao autor da ação sobre quem recai o ônus da prova. Daí que o juiz (pago pelo Estado, parte da causa) tem total interesse no deslinde do processo. E, com quem ele (juiz) conversa normalmente sobre o caso? Com o seu vizinho? Claro que não! Ele conversa com o promotor, é óbvio. Não é por outra razão que geralmente o gabinete de um fica próximo do outro. Daí, que a coisa mais natural do mundo é o Estado buscar desincumbir-se do ônus da prova.
Advogado 
 
COMENTAR| CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia