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Porto Alegre, terça-feira, 21 de maio de 2019.
Dia Mundial do Desenvolvimento Cultural.

Jornal do Comércio

Opinião

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Alterada em 21/05 às 03h00min

Por que publicar relatórios?

Estela Kurth
No ambiente corporativo, a cada dia cresce a percepção de que, não importa qual o caminho a ser tomado, o rumo deve conduzir a um só ponto: a integração do desenvolvimento sustentável à estratégia de negócio. A última edição da revista Science traz carta assinada por 602 cientistas pedindo para que a União Europeia (UE) - segundo maior parceiro comercial do Brasil - passe a condicionar a compra de insumos brasileiros ao cumprimento de compromissos ambientais.
A pressão reflete a convergência global em torno da mitigação das mudanças climáticas, da qual fazem parte os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, que devem ser adotados por todos os países até 2030, abrangendo ainda dados não financeiros chamados ESG (Environmental, Social and Governance).
Quem não se antecipar, cedo ou tarde será impingido a medir e divulgar seus impactos materiais por força da cadeia de valor. Ignorar essa dinâmica implica perder participação de mercado, ver o custo do capital elevado (enquanto ele cai para concorrentes com práticas sustentáveis) ou mesmo ser excluído da lista de fundos de investimento que, cada vez mais, incluem indicadores ESG em avaliações de risco.
Por onde começar? A resposta é relatar, seja usando a GRI Standards, o framework do Integrated Report, o alinhamento com os ODS ou outras métricas. Mais do que peças de comunicação, os relatórios são ferramentas de gestão. No ciclo de relato, a organização mede a relevância dos impactos para o negócio, dialoga com partes interessadas e estabelece metas a partir da priorização de temas e materiais e ODS. As empresas que abraçam esse desafio logo colhem os resultados ao se anteciparem às oportunidades, reduzindo suas próprias vulnerabilidades.
Diretora da consultoria GRI Standard/RS
 
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