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Porto Alegre, sexta-feira, 12 de abril de 2019.
Dia do Obstetra.

Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Edição impressa de 12/04/2019. Alterada em 12/04 às 03h00min

Parques e praças da Capital com mais cuidados

Porto Alegre tem 667 praças e nove parques públicos, os quais poderão ser cedidos, mediante concessão, à iniciativa privada. Farão a operação, administração, conservação, manutenção, implantação, reforma, ampliação ou melhoramentos. A Câmara Municipal aprovou o projeto do prefeito Nelson Marchezan Júnior (PSDB), após cinco sessões. De pleno, não se poderia concordar com a cobrança de ingresso para se entrar em um parque ou numa praça, por mais interessante que sejam, caso do Parque Farroupilha, nome oficial desde a magnífica exposição de 1935, pelo centenário da Revolução do mesmo nome, mas a sempre Redenção para os porto-alegrenses.
Em cada concessão, entretanto, a prefeitura deverá deixar bem claro o que pode ou não ser feito. Em princípio, é uma boa inciativa para tantas praças e parques que temos, alguns sem a devida conservação. Pelo menos não como muitos frequentadores assíduos gostariam de ver. Por este aspecto e pela economia que trará aos combalidos cofres municipais da cidade, é uma boa medida. Terão manutenção privatizada.
Não se pode esquecer que justamente na Redenção já temos, junto ao Mercado do Bom Fim, um parque de diversões, com roda gigante e outros brinquedos, e no qual, obviamente, para usar os equipamentos os visitantes têm que pagar. E nunca foi lembrado que a área é pública. Da mesma forma, também na Redenção, por décadas tivemos o aluguel de bicicletas e nas quais centenas de porto-alegrenses aprenderam a pedalar quando crianças ou adolescentes. Depois, o local serviu para um café, hoje desativado. Mas, os pedalinhos no grande lago mais ao lado da avenida João Pessoa estão lá, para deleite de crianças e adultos, e pelos quais também se paga pela utilização.
Porém, será importante que a prefeitura, por meio das suas secretarias que coordenarão as concessões, fique atenta e fiscalize, ao lado dos usuários futuros quando equipamentos serão cobrados quando forem instalados. Ademais, também o governo federal pretende conceder parques. E, coincidentemente, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, esteve no Estado verificando as condições dos parques nacionais de Canela, São Francisco de Paula e Cambará do Sul. São áreas lindas, mas nas quais há poucos, às vezes, nenhum serviço, produtos e infraestrutura para bem receber os turistas que os visitam. E que não são poucos.
Nos últimos anos, os brasileiros têm viajado muito ao exterior, voltando entusiasmados com os parques temáticos que visitam, especialmente em Orlando, na Flórida, Estados Unidos. Pois Porto Alegre poderá ter uma grande inovação em seus parques, especialmente, com a iniciativa do Executivo.
Haverá investimentos, criando empregos, serviços e melhoramentos, pelo que apoiam-se as concessões na Capital, desde que tenham os devidos limites quanto ao interesse da população e bem preservado pela municipalidade. O que não se podia era fulminar, no nascedouro, uma iniciativa que, repete-se, poderá tornar ainda mais atrativos praças e parques de Porto Alegre, uma cidade que, neste quesito, está bem servida em termos de áreas públicas. E elas continuarão públicas, mas os serviços a serem criados e oferecidos aos seus frequentadores, esses sim, poderão ser cobrados e muito ampliados pelos particulares interessados.
Hoje, temos áreas ociosas que poderiam - e que, certamente serão - aproveitadas pelos futuros concessionários, com equipamentos de entretenimento. Na Câmara, críticas e apoios, mas esperando-se que a ideia traga benefícios à Capital. Assim, com certeza, será bom para todos.
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