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Porto Alegre, quarta-feira, 10 de abril de 2019.
Dia da Engenharia.

Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Edição impressa de 10/04/2019. Alterada em 10/04 às 03h00min

Altos custos dos centros comerciais preocupam lojistas

Em meio à crise socioeconômica que atormenta o Brasil, um setor que tem sofrido as consequências da situação são os centros comerciais, os populares shopping centers. O problema é visível em alguns aqui mesmo em Porto Alegre, que apresentam operações fechadas, inclusive nas praças de alimentação. Realmente, a insatisfação com os custos dos shopping centers já faz lojas começarem a ampliar a aposta em unidades de rua. Está claro que as lojas de rua têm custos menores, como também bem menor é o fluxo de pessoas, o que pesa na hora da mudança, e sem estacionamento.
Segundo consultores de shoppings, diante das mudanças do varejo e do próprio consumidor, que busca mais experiências de compra, o conceito do shopping está mudando. No futuro, será muito mais um local de prestação de serviços e exposição de produtos. Por causa disso, marcas interessadas em vender grandes volumes de produtos com custo de ocupação mais acessível provavelmente vão abrir lojas em outros locais. Além das de rua, acredita-se que as galerias, conhecidas como strip malls, devem ser o novo endereço das lojas satélites que deixarem os shoppings. O custo de ocupação nas galerias chega a ser entre 50% e 70% menor do que nos centros comerciais.
O fato é que alguns centros de compras têm alta vacância, baixo fluxo de consumidores e inadimplência elevada. Soma-se a esse cenário o fato de que muitos lojistas estão insatisfeitos com a gestão dos centros de compras no que tange aos valores cobrados a título de custo de ocupação: aluguel mínimo e percentual, aluguel em dobro em dezembro, condomínio/encargos comuns, fundo de promoção e despesas específicas. Além da pouca flexibilidade nas negociações.
Diante desse quadro, é relativamente comum os lojistas em expansão conseguirem condições especiais de entrada nos centros de compras, como o custeio da obra de instalação do estabelecimento e formatação diferenciada do custo de ocupação. Ademais, mesmo empreendimentos antes campeões de venda hoje apresentam dificuldades em angariar marcas de destaque. Não há dúvida que, salvo exceções, nos dias atuais, os aluguéis das lojas novas são menores que os valores pagos pelos inquilinos que estão funcionando nos empreendimentos desde antes da crise. Mas os "templos de consumo" de todas as classes sociais brasileiras e dos diversos níveis salariais ou de ganhos vieram para ficar, no rastro da popularização global do modelo.
Tanto no Brasil quanto no resto do mundo, a segurança, a vibração e a quantidade de pessoas circulando sempre foram uma grande atração que levam milhares, diariamente, a frequentar os shopping centers. E não há idade que caracterize essa preferência, pois são vistas pessoas desde a adolescência até a terceira idade admirando vitrines, pesquisando preços e frequentando praças de alimentação. No entanto, não restam dúvidas que os administradores de shopping centers terão que se adaptar, em alguns casos, à nova realidade que o País está enfrentando, com vencimentos e salários sem reajustes há dois ou três anos, o que faz refrear o consumo.
Em paralelo, as compras por meio da internet, as compras virtuais, mesmo com alguns problemas na entrega dos produtos, estão cada vez mais populares para milhares de consumidores. Os centros comerciais são uma atração, mas seus custos terão que cair na realidade. Assim, centros comerciais estão apoiando o e-commerce e criando até mesmo centrais para a retirada dos produtos, adaptando-se à tendência de compras pela internet. É a modernidade superando problemas. É uma solução, com certeza.
 
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