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Porto Alegre, terça-feira, 09 de abril de 2019.
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Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Edição impressa de 09/04/2019. Alterada em 09/04 às 03h00min

Educação no Brasil precisa de um salto de qualidade

Com mais de uma dezena de substituições em 90 dias de governo, e com nichos pró e contra ao redor, o ministro Ricardo Vélez Rodríguez, da Educação, estava com seus dias contados. Sua pasta trazia críticas ao governo semana sim e outra também.
Além disso, havia a ostensiva e às vezes grotesca participação de Olavo do Carvalho desde o exterior, analisando o ministério diariamente. Desta maneira, Vélez Rodríguez não tinha a necessária firmeza para exercer o cargo. Sua substituição era esperada.
Com um gigantesco aparato administrativo, difícil de coordenar, com cargos diretivos regionais, o Ministério da Educação é tão importante quanto problemático na sua condução, comandado desde Brasília, fazendo chegar orientações e supervisão aos mais distantes pontos do território nacional onde haja uma escola. Mais as diretrizes gerais sobre o modelo curricular nas estruturas educacionais dos estados e municípios.
Houve confusão administrativa no Ministério da Educação, com um entra e sai de titulares de secretarias, até a demissão do ministro Vélez Rodríguez e sua substituição pelo economista e professor Abraham Weintraub.
Ano após ano, o País tem desempenho ruim na Educação. Levantamento internacional feito pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA, na sigla em inglês) mostrou que, em anos recentes, o Brasil regrediu em termos de leitura, ciências e matemática.
O pior é que, ainda segundo a OCDE, o País levará incríveis 260 anos para atingir os níveis de compreensão de leitura iguais aos de nações ricas. Para chegar aos índices de resolução de problemas de matemática, a previsão é de 75 anos.
A verdade é que, na Educação, o Brasil avança muito lentamente. A grande conquista, também pelo mesmo levantamento, foi a maior inserção da criança na escola, mas ainda com déficit. E isso, a inserção, deveria ser total, de Norte a Sul, em todos os quadrantes da nação.
Sem boa educação, no amplo sentido da palavra, doméstica e na sociedade, pelos exemplos, e curricular com professores motivados, será difícil acompanharmos a vertiginosa evolução tecnológica do mundo atual. A pesquisa foi com cerca de 600 mil estudantes que, por amostragem, representam 29 milhões de alunos dos países participantes. A avaliação incluiu os 35 países-membros da OCDE, além de economias parceiras, total de 72 países. O Brasil ficou na 63ª posição.
Desta maneira, obrigamo-nos em voltar à velha máxima de que somente através da educação, aplicada desde a mais tenra idade, o Brasil mudará o muito que tem de errado na sociedade. Disparidades socioeconômicas, falta de inclusão social e serviços públicos de qualidade serão alcançados com mais e mais educação. Nenhum país no mundo conseguiu alçar voos rumo à modernidade e igualdade social, com parâmetros bons de produção, tecnologia, emprego e baixos índices de violência a não ser por meio da educação maciça e obrigatória.
Por isso é de se lastimar a confusão administrativa no órgão máximo do setor. O Ministério da Educação continuava envolvido em disputas pelo poder, brigas internas, nomeações e demissões quase simultâneas, enquanto o ano corre e a educação derrapa em questões que não deveriam estar acontecendo, inclusive na área ideológica.
É lamentável, justamente na área mais importante da nação, esperando-se que, doravante, o foco seja em melhorar a educação, dando-lhe um salto de qualidade em todos os níveis.
 
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Comentários
Joel Robinson 09/04/2019 14h19min
Veja a estrutura arcaica da educação. MEC com Conselho Federal de Educação (180 conselheiros), Secretarias estaduais ( do RS com 20 conselheiros) e Municipais com conselhos Municipais. Tudo somado uma burocracia que entrava e torna isso tudo podre e ineficiente.