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Porto Alegre, segunda-feira, 08 de abril de 2019.
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Jornal do Comércio

Opinião

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Artigo

Edição impressa de 08/04/2019. Alterada em 08/04 às 03h00min

Previdência: nossas vidas não serão as mesmas

Graziela Ávila
A nova proposta de reforma da Previdência - em análise na Câmara Federal e que vem gerando muita polêmica - apresenta várias mudanças, sendo a mais significativa delas em relação à idade mínima para aposentadoria. Na verdade, quero destacar que este é o momento de respirar fundo e analisar do ponto de vista prático os impactos que, realmente, estão em jogo, além da inquestionável questão política.
De acordo com a proposição do governo a idade mínima para a população em geral será de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens. Ainda importante lembrar que professores passam a ter o tempo de contribuição aumentado para 30 anos, com a exigência de ter completado 60 anos na época de pedido de aposentadoria. Já, aqueles profissionais que buscam aposentadoria especial, precisarão apresentar idades mínimas de 55, 58 e 60 anos (dependendo do risco de exposição). Vale lembrar, também que, caso a reforma seja aprovada - e esta é uma incógnita diante das peças dispostas no tabuleiro -, as aposentadorias passam a ser por idade, não mais existindo a possibilidade de aposentadoria por tempo de contribuição. A reforma ainda atinge pensão por morte dos cônjuges e órfãos, que prevê cotas a cada dependente, a qual não mais será repassada aos demais dependentes no caso de falecimento deste, ou perda da condição.
Então, são vários aspectos jurídicos que estão passando batidos diante de tantas discussões ideológicas e disputas partidárias. Então, voltando ao respiro inicial, um fator é inquestionável: seja qual for a redação final aprovada, a vida dos brasileiros nunca mais será a mesma, pois o impacto será profundo para todos, independentemente das particularidades de cada situação. Será um recomeço, momento de revisão de nossas prioridades de vida.
Advogada
 
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