Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 11 de março de 2019.

Jornal do Comércio

Opinião

COMENTAR | CORRIGIR

artigo

10/03/2019 - 01h00min. Alterada em 10/03 às 01h00min

O Carnaval já terminou. E agora?

Celassi Bernardete Dalpiaz
Em nossa cultura, tudo começa depois do Carnaval. Projetos, inícios e finalizações esperam para este tempo. O que faremos então, em vista de que o Carnaval já terminou? Será que está em nossa lista de possibilidades sermos mais empáticos, mudar algum hábito que nos impede de ajudar a transformar o ambiente onde frequentamos, de dedicar mais tempo às pessoas que amamos, enfim, de sermos melhores para que o nosso mundo possa ser diferente? Tenho pensado sobre as realidades do mundo que nos sufocam e tendem a nos impor pessimismo, dando-nos a sensação de que a cada ano tudo se repete.
Não me agrada pensar assim, pois meu trabalho compreende a missão de educar. Teimo em encontrar possibilidades e acreditar que o mundo muda pela transformação das pessoas. Chamo a isso de capacidade resiliente. Não podemos nos acovardar e pensar no fatalismo de uma cultura que nos impõe, muitas vezes, a repetição de perspectivas. É preciso aproveitar a oportunidade de desafiar a nossa capacidade criadora para rompermos a mesmice e a conformidade de que as coisas são assim. Será que que estamos dispostos a esperar que outros carnavais acabem, e as mesmas marchinhas se repitam para acordarmos e mudarmos as perspectivas do tempo? Precisamos, com urgência, olhar para o nosso entorno e, aos poucos, desafiar-nos e envolver outras pessoas para que possamos, juntos, mudar o tom e compormos outras marchas que interferiam na cultura e no contexto, capacitando-nos, assim, a não esperar que o Carnaval acabe para começar. O momento é agora, pois o mundo só mudará com a nossa mudança. O importante é iniciar, pois os inúmeros desafios nos convidam para tal.
Diretora do Colégio Santa Inês
 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia