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Porto Alegre, sexta-feira, 08 de março de 2019.
Dia Internacional da Mulher.

Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Edição impressa de 08/03/2019. Alterada em 07/03 às 01h00min

A luta por igualdade e o avanço diário das mulheres

O Dia da Mulher surgiu no final do século XIX e início do século XX nos Estados Unidos e na Europa, no contexto das lutas femininas por melhores condições de vida e trabalho, e pelo direito de voto.
Em 26 de agosto de 1910, durante a Segunda Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, na Dinamarca, a líder socialista alemã Clara Zetkin propôs a instituição de uma celebração anual das lutas pelos direitos das mulheres trabalhadoras.
As celebrações do Dia Internacional da Mulher ocorreram a partir de 1909 em diferentes dias de fevereiro e março, dependendo do país. Porém, é aceito que a primeira celebração ocorreu em 28 de fevereiro de 1909, nos EUA.
Em 1917, na Rússia, ocorreram manifestações de trabalhadoras por melhores condições de vida e trabalho e contra a entrada da Rússia czarista na Primeira Guerra Mundial. Os protestos foram brutalmente reprimidos, precipitando o início da Revolução de 1917.
Foi em 1975 - ano que a Organização das Nações Unidas (ONU) designou como o Ano Internacional da Mulher - que o dia 8 de março foi adotado como o Dia Internacional da Mulher.
Tinha, como até hoje, o objetivo de lembrar as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres, independentemente de divisões nacionais, étnicas, linguísticas, culturais, econômicas ou políticas.
Mas a luta das mulheres por igualdade de oportuidades e avanços é diária, evidentemente não se restringe ao 8 de março. No entanto, há, ainda, muito o que avançar, o que pode ser comprovado pela quantidade de feminicídios que ocorrem no Brasil.
Para além do campo profissional, é preciso avançar na segurança pública, para punir e evitar casos graves, que, às vezes, sequer são denunciados. Nesse aspecto, é fundamental que a vítima, mulher, se sinta acolhida ao denunciar uma agressão ou ameaça.
Infelizmente, é uma realidade para muitas mulheres as agressões físicas e psicológicas, medo de estupro, entre outros crimes, ainda que praticados por familiares ou cônjuges. Quem ama de verdade não faz sofrer, não abusa, não humilha, não maltrata, não espanca.
Mesmo com tantos problemas e dificuldades sociais e conjugais, as mulheres têm avançado na vida profissional, conquistando, por competência, novas profissões, atividades e galgando posições de chefia, em setores públicos e particulares, como jamais antes acontecera no Brasil.
Tanto é assim que há profissões nas quais, hoje em dia, há mais mulheres do que homens, algo quase impensável há cerca de 30 anos. Talvez o que tenha ocorrido durante décadas foi a errada percepção que essa ou aquela profissão ou tarefa "não era coisa de mulher", como se dizia.
Não há nenhum setor da vida humana em que as mulheres não possam desempenhar tarefas antes tidas como reservadas aos homens.
O que ainda acontece, com frequência, é a desigualdade salarial, mesmo quando homem e mulher desempenham função idêntica - a desvantagem, comprovadamente no Brasil, é na remuneração do sexo feminino.
Por tudo isso, é importante que a sociedade se mantenha vigilante, para que não ocorram retrocessos para as mulheres, mas, sim, avanços. E igualdade de oportunidades.
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