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Porto Alegre, terça-feira, 12 de fevereiro de 2019.

Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Edição impressa de 12/02/2019. Alterada em 12/02 às 08h04min

A importância de finalizar as obras em Porto Alegre

Trincheira da avenida Ceará parece presa em um ciclo eterno de construção, diz editorial

Trincheira da avenida Ceará parece presa em um ciclo eterno de construção, diz editorial


CLAITON DORNELLES /JC
Nos últimos meses, um certo orgulho brotou no peito dos habitantes de Porto Alegre com a finalização das obras de revitalização do primeiro trecho da orla do Guaíba.
Vistoso, aquele cantinho do lago junto ao Centro Histórico retomou sua função como espaço de entretenimento e lazer para a população.
Mas é necessário que o poder público vá além, olhando para outros bairros nos quais as obras estão paralisadas ou não saem do papel há muito tempo. Infelizmente, exemplos não faltam.
A trincheira da avenida Ceará parece presa em um ciclo eterno de construção. Desde 2012, milhares de veículos que chegam a Porto Alegre pelo acesso do aeroporto Salgado Filho convivem com engarrafamentos diários decorrentes do desvio no trânsito.
É lamentável pensar que, após sete anos, a perspectiva de conclusão é setembro de 2019. Há quem aposte que a gigantesca nova ponte do Guaíba seja aberta ao tráfego antes (mesmo que tenha registrado também algum atraso).
Ainda no quesito mobilidade urbana, a avenida Carlos Gomes exibe outros exemplos de morosidade em obras públicas - caso das trincheiras da Anita Garibaldi e da Cristóvão Colombo - sem citar o viaduto da Plínio Brasil Milano, que nem começou a ser construído por questões de desapropriação de imóveis.
A histórica Ponte de Pedra, no Largo dos Açorianos, segue interditada. As obras de revitalização também estão durando anos. Ao Sul da cidade, a duplicação da avenida Tronco tem perspectiva de conclusão para 2020 - oito anos após o início, em 2012.
É preciso destravar também outros serviços. Quem roda pela cidade, seja de carro, ônibus, bicicleta ou a pé, pode esquecer de tentar saber a hora ou a temperatura nos relógios que (antigamente) informavam a população. Seguem desativados há anos - a promessa é de que, em 2019, a licitação deve trazer novidades positivas.
A Usina do Gasômetro padece do mesmo mal. Fechada para obras que não avançam. Enquanto isso, exposições, atividades artísticas e sessões de cinema, que antes movimentavam o espaço cultural, não ocorrem mais.
Seguindo na área cultural, o forte calor das últimas semanas obrigou a organização do Porto Verão Alegre a transferir os espetáculos previstos para a Sala Álvaro Moreyra, do Centro Municipal de Cultura, para a Casa de Cultura Mario Quintana. Motivo: o público não suporta o calor do espaço em dias muito quentes.
Antes de começar o evento, o Porto Verão, por meio de patrocínio, doou aparelhos novos de ar-condicionado para a Álvaro Moreyra. Por falta de tempo hábil ou de contratação de profissionais para instalação, os aparelhos seguem encaixotados.
Retornando ao Centro Histórico, a emblemática região do entorno da Usina do Gasômetro aguarda, há décadas, a revitalização do Cais Mauá. Os empreendedores projetam um aperitivo para o fim de março, no aniversário de Porto Alegre, com espaço de convivência e um estacionamento para 600 carros na região.
Porto Alegre cresceu e se desenvolveu tendo a orla do Guaíba como companheira inseparável. É louvável investir na região, com mais quadras de esportes, ciclovias e iluminação.
Mas as outras regiões de Porto Alegre também merecem ter obras finalizadas. A população agradece.
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