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Porto Alegre, segunda-feira, 04 de fevereiro de 2019.

Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Edição impressa de 05/02/2019. Alterada em 04/02 às 01h00min

Turismo é fonte de empregos e impulsiona economia

As empresas de aviação de baixo custo não só levaram à falência gigantes do setor, que dominavam os céus das Américas e da Europa até a primeira década do século XXI, como facilitaram a milhares de pessoas conhecer diversos países todos os anos. O Brasil, evidentemente, estava e ainda está neste circuito de viagens prazerosas agora acessíveis a todas as classes sociais em termos financeiros, com parcelamentos e tarifas mais do que vantajosas fora das estações preferidas, o mês de julho, e de meados de dezembro até início de março, no nosso caso, por conta do verão e das férias escolares.
No Brasil, as viagens corporativas representaram R$ 10,7 bilhões em 2016 e R$ 11,4 bilhões em 2017. O setor de viagens e turismo, como um todo, movimenta 10,4% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial e chega a gerar 20 vezes mais empregos por real investido que setores tradicionais da economia. Tanto é assim que o número global de turistas internacionais aumentou 6% em 2018, a 1,4 bilhão - segundo a Organização Mundial do Turismo (OMT). A OMT, cujo estudo inclui os turistas internacionais que pernoitam na localidade visitada, comemorou o fato de a alta estar claramente acima do crescimento de 3,7% da economia mundial. Essa alta foi impulsionada, principalmente, pela Europa meridional e mediterrânea, ou mais 6% a 713 milhões de turistas, pelo Oriente Médio, com alta de 10% a 64 milhões, e pela África, com mais 7%, a 67 milhões, ainda segundo a agência da ONU com sede em Madri. O turismo é hoje um dos motores mais poderosos de crescimento econômico e desenvolvimento global segundo a OMT.
Para 2019, a OMT espera que o crescimento dos turistas internacionais fique entre 3 e 4%, mais em linha com as tendências históricas de crescimento.
Por isso, quando há toda uma expectativa em torno das medidas federais visando a retomada, em índices mais altos que os atuais, para alavancar PIB, as autoridades não podem esquecer do turismo, chamado de a indústria sem chaminé, na qual o Brasil tem descurado de fazer mais promoções visando atrair visitantes estrangeiros.
A insegurança em cidades polos do País, especialmente no Rio de Janeiro, mesmo que, nos seus principais pontos de visita dos turistas haja muita organização, liberdade e policiamento, é preciso investir mais na inclusão social. A disparidade entre classes ainda é muito alta no Brasil e isso faz com que tenhamos em algumas áreas campo fértil para que a marginalidade atraia com seus ganhos por meio do tráfico de drogas, contrabando de armas e bens, além de sequestros, furtos e roubos.
Como no exterior e também visando excluir o Brasil como roteiro internacional, na disputa pelos turistas, é bastante divulgado o que temos de errado aqui, e isso afasta os visitantes, ainda que milhares continuem buscando não somente o Rio de Janeiro, mas também a Serra gaúcha, e o Nordeste brasileiro, com suas belezas naturais e onde as praias de águas mornas são uma atração irresistível.
Felizmente para nós, gaúchos, as cidades de Gramado, Canela e Nova Petrópolis têm parcerias e atrações privadas que atraem, especialmente nas festas de final do ano. Em 2018, dados oficiais apontam para 2 milhões de visitantes no Natal Luz, realmente um número espetacular.
Ainda temos o Litoral Norte, onde muitos argentinos, todos os anos, mas com queda de número nesta temporada por conta das agruras econômico-financeiras no país vizinho, passam temporadas em janeiro e fevereiro. Também a Costa Doce, que abrange municípios da Zona Sul do Estado, com praias muito bem procuradas. Valorizar o turismo é importante, pois.
 
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