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Porto Alegre, quinta-feira, 10 de janeiro de 2019.

Jornal do Comércio

Opinião

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Edição impressa de 10/01/2019. Alterada em 10/01 às 01h00min

O gerente ineficaz

Edson Bündchen
Sempre me chamou atenção o comportamento assimétrico dos gerentes em relação ao desempenho esperado em suas respectivas unidades.
Mesmo atuando sob condições idênticas, existe enorme disparidade no cumprimento das metas e eficiência de modo geral. A experiência me mostrou que os motivos para o fracasso são geralmente bastante diversos, enquanto os motivos que alavancam os gerentes de sucesso gravitam em torno de um conjunto mais limitado e fundamental de competências. Assim como a afirmação de Tolstói de que todas as famílias felizes se assemelham, mas cada família infeliz é infeliz à sua maneira, parece ocorrer o mesmo no âmbito da efetividade gerencial. Todos os gerentes efetivos se parecem; mas cada gerente ineficaz é ineficaz a seu modo. O que estaria por trás desse interessante fenômeno? Se há, de fato, um conjunto fundamental de competências que tornam um gerente eficaz, seria possível obter um amplo alinhamento e combater as danosas assimetrias de desempenho, ou estaríamos condenados à realidade atual? Para tentar responder à pergunta, será preciso admitir que até hoje a formação de gestores tem falhado nesse propósito. Defendo que é preciso reconhecer, de princípio, que o gerente, assim como qualquer outro profissional, precisa dominar um conjunto básico e fundamental de competências, mesmo reconhecendo ser a administração um campo do saber aberto e com alta carga teórica. O domínio dessas competências essenciais, abrangendo domínios técnicos e sociais, daria maior previsibilidade aos resultados, com menores discrepâncias nos desempenhos e permitiria à organização maior eficiência e produtividade. Investir na formação de competências gerenciais estruturalmente fundamentais deve ser uma atribuição obrigatória da gestão de pessoas. Do contrário, veremos perpetuada a ação de gerentes ineficazes e que são ineficazes cada um a sua maneira, impedindo a organização de atingir seu pleno potencial. 
Mestre em Administração de Empresas
 
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