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Porto Alegre, sexta-feira, 04 de janeiro de 2019.

Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Edição impressa de 04/01/2019. Alterada em 04/01 às 01h00min

As cidades, a separação do lixo e a parte de cada um

A cidade é nosso local de vida. Mantê-la limpa, organizada, obedecer às leis de trânsito e manter a urbanidade em locais públicos, sem destruir praças e jardins, é dever de todos. No entanto, nos últimos anos, tudo isso parece ser um dever tão somente das autoridades.
Trata-se de um engano que perpassa o tempo e que, nos últimos anos, dá mostras de que alguns, muitos ou milhares de nós parecem ter total desleixo para com o lugar onde nascemos, vivemos, estudamos, trabalhamos e constituímos uma família.
Um dos desafios do meio urbano, que deve envolver poder público e cidadãos é a separação, coleta e destinação final dos resíduos sólidos. Os brasileiros produzem 55 milhões de toneladas de lixo por ano.
Porto Alegre, por exemplo, saiu na frente ao implantar a coleta seletiva há quase 30 anos. Entretanto, a capital gaúcha ainda enfrenta grandes dificuldades quando o assunto é separação e correto descarte do lixo.
Há alguns anos, o Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) instalou centenas de contêineres para o recolhimento dos detritos domésticos orgânicos em diversos bairros da Capital.
Com isso, os recipientes ficam disponsíveis sete dias por semana, 24 horas por dia, e a coleta é mecanizada, com caminhões, sem a necessidade de servidores para recolher o material nas ruas, um progresso importante.
Antes, a coleta era feita manualmente, com as latas de lixo colocadas em frente às residências. Caminhões da limpeza pública e seus garis pegavam as latas e atiravam os detritos para dentro. Claro que muitos restos acabavam fora, nas calçadas, nas sarjetas.
No entanto - e isso é preciso ficar bem claro e ser motivo de palestras em escolas públicas e particulares -, nós todos somos os responsáveis por manter a cidade mais limpa do que se apresenta nos dias atuais.
Porém, o projeto-piloto para contêineres de lixo reciclável na Capital foi considerado frustrante, após um mês. No material depositado nos 45 recipientes distribuídos no Centro da cidade pelo DMLU, quase 90% deles tinham resíduos orgânicos ou material impossível de ser reciclado.
A maior parte do material orgânico estava misturada com a minoria reciclável, sujando o que poderia ser reaproveitado, tirando o seu valor de mercado.
Essa falta de cuidado quase elementar foi produzida por nós, porto-alegrenses, que não tivemos o cuidado básico da separação, algo bem fácil de ser feito e com ótimos resultados.
Em consequência da devolução por parte das unidades de triagem, os resíduos acabaram no aterro sanitário. Um desperdício que deveria ser evitado. Basta um pouco de disciplina e cooperação.
Muitos brasileiros vão ao exterior e voltam tecendo elogios pela limpeza das cidades que visitaram. Mas o mérito dessa visão que encanta os turistas não é obra só dos governos locais. Talvez em parte, mas muito mais pela educação dos habitantes que evitam sujar ruas, praças e jogar detritos pela janela dos seus veículos.
Quando a Unidade de Triagem Anjos da Ecologia, no bairro Marcilio Dias, em primeiro lugar, e depois a Unidade de Triagem e Compostagem da Lomba do Pinheiro não mais aceitaram a remessa dos resíduos recolhidos no Centro de Porto Alegre, ficou provada a falta de colaboração dos que deveriam ajudar a manter a cidade mais limpa.
Isso é um fato, Porto Alegre pede mais atenção e cuidados dos seus 1,5 milhão de habitantes. Basta ter atenção, pois o contêiner de lixo reciclável tem a cor verde, enquanto o de resíduos orgânicos é de cor cinza. A cidade não pede muito, mas é pouco ou quase nada atendida. Lastimavelmente.
 
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