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Porto Alegre, domingo, 02 de agosto de 2020.

Jornal do Comércio

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Opinião

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- Publicada em 01h00min, 03/01/2019.

Política no combate à violência de gênero

Tatiana Barreira Bastos
A violência é um dos principais problemas da humanidade, mas estudos revelam que ela incide na vida de homens e mulheres de forma diferente. Enquanto o homem é mais acometido pela violência urbana, as mulheres são vítimas mais frequentes de violência doméstica, familiar e afetiva, ocorridas no âmbito privado.
A violência é um dos principais problemas da humanidade, mas estudos revelam que ela incide na vida de homens e mulheres de forma diferente. Enquanto o homem é mais acometido pela violência urbana, as mulheres são vítimas mais frequentes de violência doméstica, familiar e afetiva, ocorridas no âmbito privado.
Nesse contexto, é inegável a importância da Polícia Civil na intervenção a essas dinâmicas violentas, não só pela sua atuação repressiva e investigativa, mas pelo seu caráter pedagógico, sendo um órgão educador para a cidadania.
Assim, o Estado precisa disponibilizar um atendimento diferenciado e solidário em relação a certos tipos de violência que gerem traumas ou que envolvam outras questões sociais, sendo necessário um atendimento multidisciplinar voltado ao empoderamento e à inclusão social dessas pessoas.
Para isso, as Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher (Deams) contam com policiais de ambos os sexos, mas preferencialmente do sexo feminino, habilitados e capacitados para um atendimento profissional, solidário e diferenciado, baseado na empatia, acolhimento, humanidade, sensibilidade e compreensão do fenômeno da violência de gênero. As Deams, a despeito de suas carências e dificuldades humanas e materiais, têm representado, desde a sua criação, a política pública mais eficaz no combate à violência de gênero, atuando de forma repressiva, pedagógica e protetiva. Porém, para obtermos um resultado mais efetivo no enfrentamento e na prevenção à violência de gênero, faz-se necessário a integral implementação da Lei Maria da Penha.
Combater essa violência sorrateira e silenciosa não é tarefa fácil; exige uma verdadeira transformação cultural, um rompimento de paradigmas e preconceitos históricos, uma desconstituição dos tradicionais papéis de cada sexo, almejando-se, assim, o fortalecimento do gênero feminino e o desenvolvimento social.
Delegada de Polícia/RS
 
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