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Porto Alegre, quarta-feira, 12 de dezembro de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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12/12/2018 - 01h00min. Alterada em 12/12 às 01h00min

O que realmente importa?

Gilkiane Cargnelutti
Um dos maiores desafios que os brasileiros têm como nação é superar as divisões criadas pelas diferentes preferências político-partidárias, polarizadas ao extremo na última eleição.
A narrativa que nos separou também provocou uma distorção da nossa própria imagem como ser humano. Classificamos as pessoas entre esquerda e direita, brancos e negros, ricos e pobres, cristãos e ateus e deixamos de ter empatia pelo próximo para sermos juízes de seus comportamentos e decisões. Esfriamos o amor e agora não sabemos como recuperá-lo.
Precisamos refletir sobre qual o verdadeiro sentido de tudo isso e desconstruir a retórica do ódio e do medo, causado em grande parte pela tecnologia e pelo excesso de informação. Compreender que opiniões divergentes são saudáveis para o fortalecimento da democracia nos liberta do cárcere da ideologia, que gera a intolerância e provoca o retrocesso.
O discernimento do que realmente importa será capaz de nos reconduzir a um caminho de mais prosperidade e harmonia. Retomar o diálogo e abandonar as velhas crenças de que se algo condiz com o que eu penso é democrático, caso contrário, é autoritarismo.
Temos que assumir nossa parcela de responsabilidade nesse caos, conscientes do impacto que nossas atitudes geram. Talvez o caminho menos espinhoso seja trilharmos os passos daqueles que enfrentaram a dor em detrimento do bem-estar da maioria, investindo seus recursos para garantir que mais pessoas tivessem acesso à dignidade. O sacrifício é um atalho para a afeição.
Jornalista
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