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Porto Alegre, terça-feira, 27 de novembro de 2018.
Dia do Técnico de Segurança do Trabalho. Dia Internacional de Combate ao Câncer.

Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Edição impressa de 27/11/2018. Alterada em 27/11 às 01h00min

Mais médicos e melhor atendimento em todo o País

Tudo indica que não ocorreu o desastre anunciado pelos opositores da saída dos médicos cubanos do Programa Mais Médicos. O último levantamento mostra que cerca de 96% das vagas - com o Rio Grande do Sul tendo todas preenchidas - estavam ocupadas. Ora, isso é notícia alvissareira, eis que havia, realmente, uma preocupação pelo abandono da assistência básica à saúde nos rincões da Pátria. Pequenas cidades do Nordeste, do Centro-Oeste e do Norte do Brasil, principalmente.
Depoimentos de moradores justamente de pequenas localidades bem longe dos maiores centros urbanos falavam muito bem do atendimento atencioso dos enviados por Cuba, mediante bom pagamento do governo brasileiro, mas do qual 70% iam para o governo de Havana e tão somente 30% ficavam com os profissionais enviados ao Brasil, algo bem criticado. Mas, agindo de uma maneira até surpreendente, pela rapidez, o governo brasileiro lançou chamamento e conseguiu, com um vencimento mais do que bom, em torno de R$ 11.700,00, atrair milhares de profissionais formados no Brasil para ocuparem as vagas. Felizmente, neste caso, mostramos uma agilidade que não é muito peculiar em se tratando de serviços públicos no País. Espera-se, agora, que os que vão também para pequenas localidades mostrem a mesma atenção com pessoas geralmente humildes, muitas das quais, segundo noticiado, frequentavam os consultórios das pequenas Unidades Básicas de Saúde (UBS) inclusive para falar de seus problemas pessoais.
Obviamente que, mesmo não sendo obrigação profissional de médicos atendentes, sejam generalistas ou especialistas, isso atraía a boa vontade e muita simpatia para com os antigos profissionais. Mas, os cubanos, rapidamente, atenderam ao chamamento do seu governo para retornar, muitos dos quais até deixando para trás seus jalecos e estetoscópios. Por tudo o que ocorreu, o Brasil fica com mais uma experiência de como não resolver de maneira a mais correta um problema que existia e, a partir de agora, seja sanado, a assistência médica em lugares distantes deste imenso e gigante País-continente, como é conhecido e chamado, com razão, dada a sua dimensão territorial.
Ainda que seja justo nos ufanarmos pelo tamanho da Nação, é preciso que, em breve, possamos também enaltecer a nossa educação básica ampla, de qualidade e também presente em todo o território nacional. Logo depois, mais investimentos, mais indústrias, mais comércio e, via de consequência, mais postos de trabalho formal. Com eles, teremos os ainda quase 12 milhões de desempregados tendo uma nova vida profissional, contribuindo também para o equilíbrio das contas da Previdência Social, para o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e trazendo uma segurança geral. Que, em pouco tempo, o Programa Mais Médicos, com os cubanos, seja apenas um capítulo, para o certo e o errado, na história do Brasil, sempre com os altos e baixos que nos acompanham desde que nos tornamos independentes. Por isso, a torcida é grande para que os novos governos de Brasília e do Piratini acertem nas suas medidas e implantem um saudável otimismo nas decisões iniciais que vão tomar, segundo anunciado. A principal delas, como todos sabem, será fazer um forte ajuste das contas públicas e diminuir a desigualdade social, uma chaga que persegue o Brasil há muitas décadas, com categorias acima dos problemas financeiros e, abaixo delas, a maioria do povo passando por dificuldades as mais diversas.
É a grande torcida que fazemos em prol dos superiores interesses nacionais e o que o Brasil quer, precisa e espera.
 
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