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Porto Alegre, quinta-feira, 01 de novembro de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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Alterada em 01/11 às 01h00min

Crimes contra crianças

Paulo Franquilin
Nos últimos dias tivemos a notícia de que uma menina de nove anos foi encontrada morta na beira da RS-118, em Alvorada, depois de ter sumido no dia 21, quando foi levada por um homem, que a seduziu oferecendo um passeio para comprar roupas, segundo relatado por testemunhas.
Ainda não se sabe o que motivou a morte da menina Eduarda, nem quem realizou o sequestro, apenas que após um dia desaparecida a menina apareceu morta, com sinais de afogamento, com um retrato falado do criminoso que estava no carro, estampado nos jornais. O fato do pai da menina estar cumprindo pena por diversos crimes levanta a hipótese de vingança, um suposto ritual realizado no rio e até mesmo a ação de um estuprador. Infelizmente mais uma criança perdeu a vida, sem a prisão, até o momento, do autor deste crime bárbaro.
Ainda nesta semana, a suposta prisão de um homem que teria tentado sequestrar uma criança, resultou numa delegacia de polícia cercada por moradores da vila Mario Quintana. Mesmo com a negativa dos policiais de que fosse verdade, os vidros do prédio foram quebrados e uma viatura foi danificada por chutes e pauladas. Na sequência, as ruas foram bloqueadas por móveis incendiados, além de um ônibus ser usado como barreira, sendo necessária a intervenção de policiais civis e militares, surgindo um confronto entre os moradores usando pedras e os policiais atirando balas de borracha.
Desta forma, a comoção, quando crimes envolvem crianças, é um estopim para a revolta popular, porque os moradores queriam retirar o suposto preso da delegacia e fazer justiça na rua, diante do prédio.
A falta de segurança nas ruas faz surgir a vontade das pessoas de resolverem as situações com uso de violência, desrespeitando as leis, que, no entendimento da maioria, são muito brandas para os criminosos e que não evitam tantos crimes contra as crianças.
Jornalista e escritor
 
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