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Porto Alegre, domingo, 04 de novembro de 2018.
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Jornal do Comércio

Opinião

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01/11/2018 - 01h00min. Alterada em 01/11 às 01h00min

A verdadeira resistência

Leonardo Godinho
Passados alguns dias do resultado da eleição nacional, abro os jornais e acesso às redes e vejo uma organização sendo formada no entorno da "resistência". Colégios de Porto Alegre recebem manifestações ao estilo "ele não" e crianças choram temendo pelo futuro do Brasil.
Ora, não poderia ser mais ridícula essa atitude tão desesperada, vindo justamente dos filhos de uma classe média alienada que sequer sabe o que significa resistir. Pois a dona Maria, mãe de seis filhos, residente na periferia de Porto Alegre, que precisa pegar quatro ônibus para chegar até o trabalho, sai de casa às seis da manhã, deixa metade dos filhos em casa, sendo cuidados pelos vizinhos, e volta do trabalho às nove da noite, é o exemplo do que significa resistência.
Poderia citar também o seu João, que infelizmente é um dos 900 mil cidadãos brasileiros que aguardam a realização da sua cirurgia, permanecendo na fila do Sistema Único de Saúde - SUS.
O seu João é um dos casos que aguarda o procedimento há mais de 10 anos. Ele e tantos outros, em situação semelhante, são a resistência.
Quando no lugar de oferecerem resistência a um sistema político que nos trouxe ao colapso social, com estagnação, degradação da segurança pública, desemprego e queda de todos os níveis educacionais, estes jovens - tomados por uma ideologia hipnotizante - se opõem a uma decisão democrática tomada nas urnas mostram apenas o quanto foram alienados de limites e da própria noção da realidade.
O Brasil real tem problemas seríssimos para serem resolvidos, e devemos dar ao presidente eleito todo suporte necessário para que nossa gestão pública seja modernizada, para que possamos andar em paz nas ruas e tenhamos de volta o direito de sonhar com um futuro melhor para a dona Maria e para o seu João, pois eles sim são a resistência.
Formado em Gestão Pública
 
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