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Porto Alegre, sexta-feira, 26 de outubro de 2018.
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Jornal do Comércio

Opinião

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26/10/2018 - 01h00min. Alterada em 26/10 às 01h00min

O resgate do amor pelo Brasil

Karim Miskulin
O primeiro turno das eleições confirmou o início de uma nova postura política no País. E foram muitas as novidades positivas, mesmo diante de um cenário de profunda polarização e esgotamento de práticas e resultados. Na urna, o brasileiro consolidou aquilo que já se desenhava durante a campanha eleitoral: a indignação coletiva com os rumos da política tradicional e a esperança de um País mais combativo contra a criminalidade e a corrupção.
Grandes partidos perderam espaço para os nanicos que conquistaram protagonismo e voz no cenário nacional. A significativa renovação no Congresso - não detectada pelos analistas políticos - comprovou que pesquisas e "formadores de opinião" já não influenciam tanto o eleitor. Aliás, em vários casos as pesquisas erraram feio e muito.
Boa parte das figuras históricas foram banidas do cenário político nacional por não conseguirem superar o desgaste provocado pela Operação Lava Jato. A renovação evidencia o cansaço das pessoas com a política de muito discurso e pouca efetividade. E nesse ponto, não podemos negar certo grau de evolução para um Brasil em frangalhos, com a economia enfraquecida e altos índices de desemprego, violência, impunidade e desconfiança institucional. Os brasileiros provaram que o voto do cidadão é soberano e que não estão mais dispostos a compactuar com aqueles que, por anos, aparelharam a máquina pública a serviço de um projeto isolado de poder. Vivemos um período diferente: de Nação renovada, com esperança, espírito público e fé, nas pessoas e no futuro. O resgate do amor pelo Brasil, acima das siglas partidárias, é o grande protagonista. E o que vimos emergir das urnas é a genuína vontade dos cidadãos de bem, dispostos a transformar o amanhã. Os mesmos que foram as ruas a favor da ordem e do progresso. Um novo (e melhor) Brasil, enfim, está nascendo do voto. Agora é vida nova. O povo se libertou!
Diretora executiva da Revista Voto e cientista política
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