Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, terça-feira, 16 de outubro de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

COMENTAR | CORRIGIR

artigo

Edição impressa de 16/10/2018. Alterada em 16/10 às 01h00min

Dia da Alimentação e as responsabilidades

Tarcisio Minetto
A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) celebra em 16 de outubro o Dia Mundial da Alimentação, para promover ação global em prol de mais de 800 milhões de pessoas que sofrem com a fome. É um momento importante para discutirmos os desafios futuros para a garantia da segurança alimentar nutritiva para todos, em especial os mais pobres.
O Brasil tem uma parcela significativa de pessoas que sofrem com a fome, apesar de nosso potencial agrícola. Isso decorre da condição de extrema pobreza, que nos últimos quatro anos cresceu de 3,2% para 4,8% da população, segundo a Consultoria Tendências. É um contingente de pessoas que vivem com renda familiar de até R$ 85,00 mensais. Para reverter esse aumento da miséria, o País precisa investir em produção sustentável para garantir maior disponibilidade de alimentos e ações para reduzir o desperdício de alimentos, a exemplo do que faz a Ceasa-RS, com o programa Prato para Todos, que distribui alimentos e promove cursos de capacitação para seu uso integral. Com maior produção, poderemos formular acesso aos alimentos pela população mais carente no País e no mundo. O papel do Estado é apoiar investimentos para amenizar o quadro da fome, que atinge cerca de 10 milhões de pessoas no Brasil. O setor agro e as pessoas que o conduzem têm a responsabilidade e a capacidade de produzir e disponibilizar alimentos à sociedade.
O Brasil tem número expressivo de pessoas fora do mercado de trabalho, uma das causas da pobreza e da restrição de acesso à alimentação. É inaceitável em um país como o nosso, com capacidade técnica e disponibilidade de terras agricultáveis para produzir alimentos. Que este 16 de outubro sirva para que reflitamos sobre uma ação integrada da sociedade e dos governos para melhorar a segurança alimentar e dar condições às pessoas de ter acesso à alimentação, um direito de todos.
Secretário de Estado do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo
 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia