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Porto Alegre, quinta-feira, 04 de outubro de 2018.
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Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Edição impressa de 04/10/2018. Alterada em 04/10 às 01h00min

As eleições e a participação da mulher na política

As mulheres representam a maioria do eleitorado brasileiro. Entretanto, ainda não obtiveram espaço equivalente nos legislativos e executivos em todo o País. É um processo em que se nota alguma evolução, talvez mais lenta do que se desejaria.
Nestas eleições, haverá um número recorde de mulheres que concorrem, sendo duas candidatas à presidência da República, cinco candidatas a vice-presidente, 67 candidatas a vice-governadoras, além das candidatas que buscam o governo de estado ou uma vaga nos parlamentos estaduais ou no Congresso - Assembleia Legislativa, Câmara dos Deputados ou Senado Federal.
É verdade, também, que ajuda para esse aumento da presença feminina a quota mínima de 30% de candidatas mulheres. O ideal é que esse mecanismo não precisasse existir e que houvesse uma paridade ao natural dentro dos partidos políticos. Mas enquanto não chegamos a ela, é preciso estimular, sim, a participação das mulheres na política. Até porque, mesmo com essa lei, há dificuldades de preencher a quota em alguns casos.
É salutar a presença feminina em uma época em que há tanto reclamamos pela mudança, pela renovação, pelo fim da corrupção sistêmica que tomou conta do País nos últimos anos e cujos responsáveis, não todos, mas muitos, foram descobertos e enquadrados perante a Justiça.
Além disso, há um número muito importante para este pleito de outubro, pois o voto feminino poderá decidir quem vencerá, uma vez que as mulheres somam 52,5% do eleitorado.
Portanto, é fundamental a todos os que buscam ser eleitos que prestem atenção naquilo que as mulheres falam e almejam, mais participação na própria política e igualdade salarial - que já existe nas profissões regulamentadas, com horários iguais e tarefas idênticas - segundo a legislação trabalhista em vigor. E respeito.
Mais do que isso, o combate à violência, seja a doméstica, a maior parte, ou aquela praticada em locais públicos, com o aumento terrível dos feminicídios, sem falar no assédio em locais públicos ou privados.
Hoje as mulheres já são maioria em várias profissões no Brasil, e demonstraram competência para exercer os cargos de destaque nos quais se dispuseram a atuar. Não há, a rigor, mais nenhum ramo de atividade laboral em que elas não possam se instalar e ter sucesso, conforme está mais do que provado.
Hoje vê-se que até mesmo em redutos considerados como restritos ao gênero masculino por décadas agora estão sendo áreas de atuação, com competência acima da média, de mulheres até mesmo bem jovens.
Então, é provável que as eleições, além das indicações de próceres para o Executivo e os Legislativos, também mostrem mulheres, cada vez mais, em cargos de mando, atuando profissionalmente e reforçadas pela inteligência, pelos detalhes e a sensibilidade.
Então, que elas venham, participem das eleições, com muitas sendo eleitas e façam um bom trabalho em prol da maior igualdade social e de gênero no Estado e no Brasil.
Mulheres são essenciais sempre. Que votem em quem julguem que fará um bom trabalho. Votar é importante, pois é a arma da cidadania contra tudo o que julgamos estar errado no País. As eleições são uma grande oportunidade.
 
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