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Porto Alegre, segunda-feira, 01 de outubro de 2018.
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Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Edição impressa de 01/10/2018. Alterada em 01/10 às 01h00min

Cartões de crédito dominam o mercado de compras

No final do século XX, os cartões de crédito, no Brasil, estavam ainda incipientes. Apenas pessoas da classe média alta ou mesmo ricas tinham o chamado dinheiro de plástico. Os anos transcorreram, e não só os tradicionais cartões ficaram populares, como muitas redes de lojas e supermercados criaram os seus próprios cartões, com vistas a não ter que pagar um percentual às operadoras. Mas os cartões davam - e ainda dão - aos comerciantes a certeza do recebimento da quantia do cliente em suas lojas ou supermercados, no caso das operadoras.
Também os bancos criaram seus cartões. Enfim, hoje, praticamente, o dinheiro de plástico está nas mãos - no caso, nas carteiras ou nos bolsos - de milhões de brasileiros. É cômodo, embora muitos alertem que pagar uma conta com cartão e não dinheiro em espécie leva muitas pessoas a não se controlarem, a gastarem por impulso, pois não têm, na hora, a sensação de que estão se endividando, ainda que para pagamento no mês seguinte, geralmente.
No entanto e como é quase uma regra geral, a popularização das transações com cartão de crédito via internet fez proliferar também o número de fraudes envolvendo os cartões. Assim, somente entre janeiro e agosto deste ano, foram detectados 920 mil golpes na internet com o objetivo de roubar dados financeiros de consumidores para clonar cartões de crédito. Dessa forma, são 3,6 fraudes por minuto.
Apesar de não haver uma comparação com anos anteriores, já que esses dados só começaram a ser coletados em setembro de 2017, especialistas do setor, bancos e a própria polícia reconhecem que esse número está em franco crescimento. Para especialistas do setor, o Brasil está vivendo uma explosão em fraudes com cartão de crédito. Além disso, a ação de criminosos tende a se intensificar no fim do ano.
Além das fraudes cibernéticas, que provocam prejuízos e transtornos para os donos dos cartões, também vêm crescendo os chamados crimes de engenharia social. São golpes nos quais as vítimas são induzidas pelos criminosos, em geral, por contatos telefônicos, a liberar seus dados e, às vezes, entregar os próprios cartões.
O combate a essas fraudes, no entanto, é prejudicado pelo fato de poucas pessoas procurarem a polícia para denunciar. É que os consumidores conseguem reverter parte do prejuízo desses golpes, ou com os varejistas, ou com os agentes do mercado financeiro. Para cometer os golpes, os criminosos exploram, principalmente, fragilidades dentro do varejo e do sistema de compra via cartão de crédito no Brasil. Uma dessas carências estaria no modelo de autenticações para compras em lojas virtuais, que, geralmente, não pede mais do que código de segurança, prazo de validade e número do cartão, além de CPF e nome do comprador. Por isso, é preciso incrementar a segurança no sistema de compras on-line.
O pior é que muitos bancos de dados sucumbem facilmente a ataques de hackers, segundo investigações sobre casos que já aconteceram de vazamento de bancos de dados de grandes empresas. Há dois anos, levantamento indicou que o Brasil tinha, ao lado dos EUA, a segunda maior incidência em fraudes com cartão de crédito, envolvendo 48% dos usuários. A liderança global ficava com o México, onde 51% dos usuários relataram problemas. Claro, os cartões de crédito representam uma grande comodidade e, se roubados ou furtados, sem a senha não têm qualquer utilidade.
Mas a parcimônia no seu uso é uma boa conduta, para evitar preocupações na data de vencimentos das contas. Por isso, todo cuidado é pouco no uso dos cartões, especialmente via internet.
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