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Porto Alegre, quarta-feira, 12 de setembro de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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12/09/2018 - 01h00min. Alterada em 12/09 às 01h00min

História do terror

Leandro de Mello Schmitt
Em uma sociedade altamente tecnológica, na qual existe uma competição acirrada, quando somos movidos pelo instinto de sobrevivência, não nos sobra muito tempo a fim de olharmos para trás, na busca dos erros e acertos históricos, sejam nossos, sejam de outros povos. Não é novidade que o Brasil tem atravessado, desde meados do ano de 2014, uma crise econômica que parece interminável, e que a cada dia parece piorar.
Cada um de nós a sente em diversas situações. De todo modo, crises já acorreram a vários povos e nações, muitas das quais foram superadas. Não podemos é perder a esperança de dias melhores, mas, e com isto me preocupo, também não podemos entrar em pânico, agir desesperadamente. A título de breve histórico, de lembrar que na Alemanha do século passado, Hitler ascendeu ao poder em um cenário de descrença da sociedade em dias melhores. Em 1920, já filiado ao Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei (Partido Nazista), aproveitava-se do clima de baixa autoestima e de orgulho ferido do povo alemão, com seus discursos inebriantes, para difundir ideias insanas. É de Charles Taylor a frase: "Hitler foi um gênio da história mundial em apenas um aspecto, mas esse foi encontrar sombrias palavras de poder, dizeres capazes de capturar e elevar os medos, anseios e ódios de um povo a algo demoníaco".
Quando uma sociedade está desestabilizada, com sua autoestima diminuída, ódios acirrados, sem acreditar que um futuro melhor é possível, acovardada, fácil é incutir-lhe promessas absurdas e que, ainda que possam ser implementadas, colocam em risco o nosso ainda tão frágil Estado Democrático de Direito. Especialmente em momentos que precedem às maiores eleições aos cargos eletivos mais importantes da nação, reexaminar a história é essencial para evitar que cometamos erros dos quais possamos nos arrepender depois.
Advogado
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