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Porto Alegre, terça-feira, 21 de agosto de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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21/08/2018 - 01h00min. Alterada em 21/08 às 01h00min

Colégio Alberto Bins

Conceição Maria Rocha
Atuo na Grande Cruzeiro, junto com outros educadores de Confissão Luterana. Não tenho preconceito com qualquer tipo de credo, por ser franciscana, e quem opta por seguir o legado deixado por São Francisco tem posição, perante a sociedade, muito clara: somos todos irmãos! O repúdio da população, na Vila dos Comerciários, ao Alberto Bins, durante o período de rematrícula, foi a forma que acharam de dar um "basta aos desmandos e demais abusos", incluindo a má qualidade de ensino.
O governo federal distribui um tipo de esmola, que obriga os pais a comprovar a frequência em aula (de seus filhos) para recebê-lo. O controle, em geral, é feito através das unidades de saúde, por meio de carteiras de vacinação. Ora, esse tipo de esmola, para quem é pobre e vive de salário-mínimo, faz diferença!
Então, como se explica o repúdio ao Alberto Bins, escola com infraestrutura completa, com laboratório de primeira, com pátio (para prática de esportes), localizada na estrada da Vila dos Comerciários (complexo da Grande Cruzeiro), na frente do Postão 3, do SUS? Resposta: o longo "descanso remunerado", que completou 97 dias, sem recuperação, porque nunca houve fiscalização da Seduc sobre falta de conteúdos! Estive no IBGE, para saber se houve diminuição da natalidade nas vilas. Estive na Seduc para saber como foi a fiscalização sobre a recuperação dos 97 dias parados e pagos pelo governo! Respostas evasivas. Como profissional, quis saber em que termos houve o acordo com o sindicato, perguntei se havia documento para consulta. Resposta evasiva. Então o sindicato é superior e manda mais que a própria Seduc!
Quanto ao IBGE, recebi informação que não há registro de baixo índice de natalidade. O mesmo foi confirmado no Postão 3. Meninas continuam parindo! Há também um prédio, anexo ao do Alberto Bins, em que funciona uma escola de educação infantil, mantida pela prefeitura.
Ratifica-se: o "pessoal da vila" sempre responde com dignidade, garra e alta dose de compreensão ao que deles se espera, quando se trabalha para o bem de seus filhos. Merecem todo nosso respeito.
Advogada e professora
 
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