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Porto Alegre, terça-feira, 24 de julho de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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Editorial

Edição impressa de 24/07/2018. Alterada em 24/07 às 01h00min

Agronegócio lidera economia e mantém saldo positivo

Mais uma vez, coube ao agronegócio sustentar a economia nacional. Isso porque o comércio e a indústria de transformação lideraram o fechamento de postos de trabalho no mês de junho. Juntos, os dois setores demitiram 41.441 pessoas com carteira assinada no mês passado. Enquanto isso, o setor agropecuário registrou abertura de 40.917 postos em junho.
Também em junho, o comércio perdeu 20.971 empregos com carteira assinada. A maioria dessas demissões aconteceu no varejo, que fechou 18.436 empregos no mês. O comércio atacadista também encolheu vagas, que diminuíram 2.535 postos de trabalho.
Por isso mesmo, a agropecuária foi o grande destaque entre os segmentos que criaram empregos no último mês. Ao todo, o campo e a agroindústria contrataram 40.917 novos empregados com carteira assinada. O cultivo do café liderou com folga essa criação de postos, com 14.024 empregos, especialmente em Minas Gerais, onde foram registrados 14.583 novos trabalhadores nesse segmento. Em seguida, apareceram atividades de apoio à agricultura, com 11.297 empregos, e o cultivo da laranja, que preencheu 8.903 empregos.
Quando alguns atacam os agropecuaristas do Brasil em nome de um viés ideológico, sem fundamentos consistentes, eis que se fica sabendo que as exportações do agronegócio mantêm o crescimento mês a mês.
Continuam salientando-se, no valor exportado, o complexo soja, carnes, produtos florestais, complexo sucroalcooleiro e café. Estes cinco segmentos representam 84,4% das exportações do setor.
Ora, quando estamos vivendo uma turbulência jurídico-política e recém os partidos começam a indicar seus candidatos a presidente, governador, senador e deputado, é bom confirmar, mais uma vez, a importância das commodities do País. Mesmo que se lembre que o ideal seria vender com valores agregados, o agronegócio surge, historicamente, como um setor robusto da economia e que sustenta, em tempos de crise econômico-financeira, a balança comercial brasileira. Em consequência, ajuda no equilíbrio das contas externas.
A Ásia se manteve como principal região de destino das exportações do agronegócio, somando US$ 4,65 bilhões. A União Europeia (UE) - que continua postergando, há 20 anos, acordo com o Mercado Comum do Sul (Mercosul), enquanto, rapidamente, fechou um com o Japão - ocupou a segunda posição de destino das vendas externas do agronegócio brasileiro nos últimos meses.
Em março passado, o superávit comercial do agronegócio subiu de US$ 16,76 bilhões para US$ 17,86 bilhões, recorde. O fato é que o agricultor sempre está com um olho na lavoura e outro no céu, cuidando do que plantou e buscando entender o tempo que terá pela frente, sol ou chuva, calor ou frio. Uma mudança brusca no tempo, como tem acontecido, pode derrubar plantações inteiras, trazendo prejuízos irrecuperáveis.
É histórica a participação do agronegócio na economia gaúcha, fazendo oscilar, vez que outra, como atualmente, a arrecadação do Tesouro Estadual, com suas boas ou más consequências. Mesmo com a industrialização crescente do Estado, cabe ao agronegócio alavancar diversos setores e empregar bastante.
O maquinário moderno é importante demais na agropecuária. Mas o engenho humano ainda é insubstituível na operação das maravilhas tecnológicas no plantio e, muito mais, na colheita do que é plantado. Portanto, criticar os agropecuaristas é, além de uma injustiça ao generalizar, ofender um setor da economia que só tem trazido bons resultados ao Estado e ao Brasil.
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