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Porto Alegre, segunda-feira, 23 de julho de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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Edição impressa de 23/07/2018. Alterada em 23/07 às 01h00min

A volta do relógio

Juliana Brizola
A fala oficial do atual governo aponta para a negação do Estado e de tudo aquilo que é público, creditando a ele todos os problemas que vivenciamos atualmente. Pregam a entrega dos ativos estatais para o setor privado, com a velha retórica de que é preciso enxugar radicalmente a máquina pública. Nos opomos à proposta. Por quê?
É ingenuidade pensar na existência do privado sem a questão estatal. O privado necessita do Estado para sua sobrevivência e crescimento.
O Estado, quando incapaz de resolver conflitos e de ofertar melhores condições de vida, não gera riqueza. E, sem riqueza, o privado não aufere lucro. O Estado inoperante é inimigo da população e também do setor privado. Da população, porque não oferta o serviço público de qualidade àqueles que mais precisam. Do setor privado, porque burocratiza e não fomenta o investimento. O privado busca menos impostos e reivindica investimentos estatais para gerar renda e fazer sobrar moedas no mercado. Ou seja, espera ver a volta normal do relógio. Em nossa percepção, o entendimento deste setor privado é sério e positivo. Este setor privado a que me refiro compõe o capital nacional, produz riqueza, gera emprego e, de forma honesta, faz a normalidade da volta do relógio.
No entanto, há um outro setor privado. Este, que sobrevive do estatal e se prende naquilo que é público como uma sanguessuga. É oriundo do capital especulativo ou a ele se alia, não fazendo a volta normal do relógio.
Aproxima-se de políticos inescrupulosos, que também veem, no Estado, uma forma de tirar proveitos pessoais. É originário da visão do capital internacional, que sem o regramento estatal, faz o relógio parar. São os vilões da nossa soberania, quando entregam nossas riquezas além mar.
Deputada estadual (PDT)
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