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Porto Alegre, quarta-feira, 18 de julho de 2018.

Jornal do Comércio

Opinião

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Edição impressa de 18/07/2018. Alterada em 18/07 às 01h00min

Insegurança no campo: desistir ou resistir

Afonso Hamm
A cada dia aumenta a apreensão e o medo dos residentes rurais no País. Quem trabalha no campo enfrenta uma triste realidade de descaso e abandono.
No interior dos municípios, sem poder contar com políticas públicas efetivas, agricultores, pecuaristas e seus familiares têm sofrido com a falta de segurança e proteção, um problema grave que exige soluções emergenciais. A Lei nº 13.330 de 2016, conhecida como Lei do Abigeato, trouxe avanços significativos no combate aos crimes de roubo e furto de animais. Outra iniciativa importante é o Projeto Avançar, força-tarefa dos órgãos de segurança gaúchos contra o abigeato. A redução desse tipo de crime em 34% é a prova de que ações estratégicas podem, sim, resultar em ganhos à sociedade. Por outro lado, o clima de insegurança continua alterando a rotina dos produtores. Essa vulnerabilidade é evidenciada por notícias de roubos e ataques, muitas vezes violentos. O que proponho nesse cenário de tanto abandono é o Porte Rural de Armas. O projeto de lei que facilita o porte de armas para residentes e trabalhadores rurais de todo o País está próximo da aprovação no Congresso. É bom esclarecer que só serão concedidas licenças através da autoridade responsável pela emissão do documento. O porte será dado apenas aos maiores de 21 anos que comprovarem residência ou vínculo de trabalho no meio rural, bem como atestado de bons antecedentes e cadastro da arma no Sistema Nacional de Registro de Armas de Fogo (Sinarm). O projeto restringe o porte aos limites da propriedade onde a pessoa mora ou trabalha, demonstrando que o objetivo é defender a propriedade de assaltos, roubos de máquinas e insumos, e, principalmente, a vida dos moradores rurais.
Deputado federal (PP)
 
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