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Porto Alegre, domingo, 10 de junho de 2018.
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Jornal do Comércio

Opinião

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10/06/2018 - 23h03min. Alterada em 10/06 às 23h50min

O apagão rodoviário

Vilnei Maria Ribeiro de Moraes
Todo técnico da área dos transportes e todo cidadão esclarecido sabem que, neste país continental, o transporte ferroviário e o transporte aquaviário são fundamentais ao seu desenvolvimento, mas optou-se pela dependência ao transporte rodoviário, pretensamente mais ágil e acessível.
No início, o transporte marítimo abria as portas do País ao resto do mundo; depois, as ferrovias levavam novidades tecnológicas às localidades do interior. A partir de Juscelino, houve grande incentivo aos veículos automotores. Hoje, o País é a terceira maior frota do mundo, mas sem reflexo na qualidade das rodovias, com diversos trechos congestionados e esburacados.
As ferrovias foram privatizadas, e o discurso falava que a privatização proporcionaria novos incentivos ao escoamento da produção nacional. Quanto ao transporte fluvial, nem se ouve falar em qualquer novo plano e, na verdade, nesses aspectos, retrocedemos quase à época do império.
São muitos os desafios da sociedade e muitas as oportunidades de entendimento da máquina política e financeira, porém, às vezes, nos acenam com radicalismos diante da fragilidade da democracia indireta, aquela das representações políticas concedidas através do voto. Raramente se exerce a democracia direta em que parte da população luta diretamente por seus interesses, como foi no caso da greve dos caminhoneiros, que gerou algo que se poderia chamar de apagão rodoviário - um caos logístico - e muita pressa das autoridades para resolver o assunto.
Olhamos para o primeiro mundo e enxergamos a combinação de modais (ferroviário, rodoviário, hidroviário, dutoviário e aéreo) sem exclusões recíprocas. Para nós, um futuro melhor e sem saltos para trás exige mais inteligência, trabalho, independência e projetos estruturantes que transcendam mandatos políticos, muitos dos quais apenas buscam soluções imediatistas para obras executáveis nos quatro anos dos governos.
Engenheiro civil, Santa Maria/RS 
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