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Alemanha

- Publicada em 22/11/2021 às 11h13min.

'Será pior do que tudo que vimos até agora', afirma Merkel sobre Covid na Alemanha

Chanceler defendeu restrições mais rígidas para tentar conter o avanço do vírus

Chanceler defendeu restrições mais rígidas para tentar conter o avanço do vírus


Stefanie LOOS/AFP/JC
A chanceler alemã, Angela Merkel, advertiu nesta segunda-feira (22) que, com a atual evolução, os recordes diários de casos e a baixa vacinação, a situação da Covid-19 "será pior do que tudo o que vimos até agora". Segundo uma fonte, Merkel fez a afirmação durante um encontro de dirigentes de seu partido, a conservadora União Democrata Cristã (CDU).
A chanceler alemã, Angela Merkel, advertiu nesta segunda-feira (22) que, com a atual evolução, os recordes diários de casos e a baixa vacinação, a situação da Covid-19 "será pior do que tudo o que vimos até agora". Segundo uma fonte, Merkel fez a afirmação durante um encontro de dirigentes de seu partido, a conservadora União Democrata Cristã (CDU).
Segundo a chanceler, as atuais restrições no país "não são suficientes diante da situação dramática" provocada pelo surto de infecções de Covid-19 e defendeu restrições mais rígidas para tentar conter o avanço do vírus.
Merkel esclareceu no encontro que a situação é "altamente dramática" e comunicou que em pouco tempo os hospitais estarão sobrecarregados de infectados pela doença, caso não haja medidas rígidas para conter a Covid-19 no território, informou a Bloomberg.
A chanceler disse ainda que muitos cidadãos parecem não ter entendido a gravidade do aumento da doença pelo país e ponderou que apenas a vacinação não é o suficiente para impedir a situação atual.
No encontro, Merkel solicitou aos 16 estados do país - que têm autonomia para determinar as políticas de combate à doença - para definirem medidas mais duras contra o novo coronavírus ainda esta semana.
Apesar das tentativas anteriores, o país não conseguiu elevar a taxa de vacinados para além de 68% da população.
Infecções e mortes
A taxa de incidência de casos de coronavírus de sete dias na Alemanha subiu ontem para o ponto mais alto desde que a pandemia começou pelo 14° dia consecutivo, atingindo 372,7 no país todo. Em algumas regiões, hospitais já informaram que suas UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) estão lotadas.
No geral, 5,35 milhões de infecções por coronavírus foram notificadas na Alemanha desde o início da pandemia, em fevereiro de 2020. O país já registrou 99.062 mortes em decorrência da doença.
"Teremos mais mortes", diz ministro da Saúde
O ministro da Saúde alemão, Jens Spahn, declarou hoje que as pessoas que não se vacinaram contra a Covid-19 devem pegar o vírus nos próximos meses e algumas morrerão em decorrência da doença.
Em entrevista coletiva, Spahn declarou que o final do inverno europeu "quase todo mundo na Alemanha provavelmente estará vacinado, recuperado ou morto" e reconheceu que algumas pessoas podem achar a declaração exagerada. "A imunidade [da população] será alcançada (...) A questão é se é por vacinação ou infecção, e recomendamos empaticamente o caminho por meio da vacinação", advertiu o ministro.
País debate vacinação compulsória
Políticos alemães estão debatendo a possibilidade de tornar a vacinação contra a Covid-19 obrigatória, considerando o aumento de novos casos e baixa taxa de imunização.
Vários membros do partido conservador da chanceler Angela Merkel disseram ontem que os governos federal e estaduais deveriam introduzir a vacinação obrigatória em breve, já que outros esforços para elevar a taxa de vacinados para além de 68% da população falharam.
"Chegamos num ponto em que devemos dizer claramente que precisamos de uma vacinação obrigatória e um lockdown para os não vacinados", escreveu Tilman Kuban, líder da ala jovem do partido de Merkel no jornal Die Welt.
FolhaPress
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