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Alemanha

- Publicada em 18/11/2021 às 15h22min.

Alemanha recomenda D3 a adultos em meio à 4ª onda de Covid-19; Baviera tem hospitais lotados

Em Freising, na Baviera, hospital transferiu um paciente para o norte da Itália por falta de leitos

Em Freising, na Baviera, hospital transferiu um paciente para o norte da Itália por falta de leitos


CHRISTOF STACHE/AFP/JC
O comitê consultivo de vacinas da Alemanha, conhecido como Stiko, recomendou nesta quinta-feira (18) a terceira dose da vacina contra a Covid-19 para todas as pessoas com mais de 18 anos. A medida responde à nova onda da pandemia no país, que assistiu ao número de novos casos da doença bater recorde nesta quarta (17). A primeira-ministra Angela Merkel descreveu a situação como "dramática".
O comitê consultivo de vacinas da Alemanha, conhecido como Stiko, recomendou nesta quinta-feira (18) a terceira dose da vacina contra a Covid-19 para todas as pessoas com mais de 18 anos. A medida responde à nova onda da pandemia no país, que assistiu ao número de novos casos da doença bater recorde nesta quarta (17). A primeira-ministra Angela Merkel descreveu a situação como "dramática".
As doses de reforço devem ser administradas com uma vacina de RNA mensageiro (mRNA), como são as da Pfizer e da Moderna, e somente seis meses após ter sido tomada a segunda dose, detalhou o comitê. Ainda segundo o colegiado, uma redução do intervalo para cinco meses pode ser considerada em casos individuais.
Também nesta quinta, o Bundestag (Câmara dos Deputados alemã) deve votar novas propostas de medidas restritivas para conter o avanço do coronavírus. Entre as restrições, estão a obrigação de comprovante de vacinação ou teste negativo para acessar o transporte público e os postos de trabalho.
O país ultrapassou a marca de 60 mil novos casos diários pela primeira vez desde o início da pandemia. O número, já preocupante, é considerado subnotificado por especialistas. Lothar Wieler, chefe do Instituto Robert Koch, voltado para o controle de doenças no país, afirmou que a situação da pandemia nunca foi tão séria como agora e que o número real de casos deve ser o dobro ou mesmo o triplo do que é registrado oficialmente, segundo informações da emissora alemã Deutsche Welle.
Pouco mais de 67% da população do país está com esquema vacinal completo, e, desde o início da crise sanitária, 98,5 mil mortes por Covid foram registradas.
Com a menor taxa de vacinação e o maior índice de infecção do país, a Saxônia, no leste da Alemanha, está considerando impor um lockdown parcial, com proibição de espetáculos de teatro, shows, bares e festas, além de impedir público em jogos de futebol, publicou o jornal Bild nesta quinta-feira.
Reduto do partido da extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD), manifestantes antivacina protestaram na Saxônia contra os lockdowns. Uma pesquisa do Instituto Forsa apontou que metade dos não vacinados votou na AfD nas últimas eleições federais.
"A coalizão (do governo) está pronta para impor uma clara e dura quebra de onda (de novos casos de Covid)", disse Michael Kretschmer, chefe do governo da região, ao parlamento nacional, de acordo com o Bild. Os detalhes das novas restrições serão acertados esta semana, disse.
A atual onda de Covid-19 na Europa chega em um momento difícil na Alemanha, com a primeira-ministra Angela Merkel atuando como interina enquanto três outros partidos negociam para formar um novo governo após a eleição de setembro.
Parcela dos conservadores próximos de Merkel pressiona para que o governo federal tome medidas mais duras, como a extensão do estado de emergência, que permite que o governo feche escolas e faça lockdowns sem consultar o parlamento.

Baviera é uma das regiões mais afetadas, com hospitais já sobrecarregados

Em Freising, na Baviera, no sudeste alemão, um hospital transferiu um paciente com Covid-19 para outra instituição no norte da Itália por falta de leitos, medida inédita na Alemanha desde o início da pandemia - nos 18 meses de crise da doença, os hospitais alemães foram regularmente solicitados a cuidar de pacientes de países europeus sobrecarregados.
"Na semana passada tivemos que transferir um paciente para Merano (Itália) porque não tínhamos capacidade, e os hospitais da Baviera ao redor também estavam lotados", disse Thomas Marx, diretor do hospital de Freising, cidade de 50.000 habitantes. "Estamos no limite de nossas capacidades", afirmou.
Com uma taxa de incidência de 550 infecções por 100.000 habitantes em sete dias, a Baviera é uma das regiões mais afetadas por essa onda da doença.
Folhapress
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