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Relações Internacionais

- Publicada em 16/11/2021 às 18h28min.

Alemanha suspende gasoduto russo e agrava crise entre Europa e Putin

O Nord Stream 2 foi completado, após seis anos de obras, em 10 de setembro

O Nord Stream 2 foi completado, após seis anos de obras, em 10 de setembro


TOBIAS SCHWARZ/afp/jc
A crise entre a Rússia e a Europa ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (16), com o governo da Alemanha suspendendo a certificação para operação do novo gasoduto que Moscou completou ligando seu território ao alemão.
A crise entre a Rússia e a Europa ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (16), com o governo da Alemanha suspendendo a certificação para operação do novo gasoduto que Moscou completou ligando seu território ao alemão.
O Nord Stream 2 é o segundo ramal de um megaprojeto iniciado nos anos 2000, e duplica a capacidade de transporte de gás natural pelo mar Báltico, possibilitando a Rússia de desviar o fornecimento que hoje é majoritariamente feito pela rival Ucrânia e pela turbulenta aliada Bielorrússia.
A decisão da Agência Federal de Redes alemã é amparada num tecnicismo. Segundo o órgão, a operação do gasoduto precisa ser feita por uma empresa totalmente submetida à lei alemã. Só que a Gazprom, gigante russa do gás, montou um consórcio com empresas europeias com sede na Suíça e uma subsidiária alemã para operar os trechos do projeto no país europeu. Segundo a agência, essa nova empresa terá quatro meses para regularizar sua situação.
Com isso, o gás talvez só seja bombeado pelo novo ramal no ano que vem. O Nord Stream 2 foi completado, após seis anos de obras, em 10 de setembro. Ele é uma das mais controversas heranças do governo de Angela Merkel, que está de saída do cargo de chanceler após 16 anos, pois aumenta o poder de barganha de Vladimir Putin no mercado energético europeu.
Os russos já fornecem 40% do produto consumido pela União Europeia (UE) e neste ano foram acusados de reter gás durante a crise de abastecimento no continente, visando lucros e pressão política. O Kremlin nega.
É improvável que o gasoduto não entre em operação, apesar do lobby norte-americano e mesmo de setores alemães. Mas a decisão agora ocorre em um momento de extrema tensão nas relações com Moscou.
A Rússia é acusada pela UE e pelos EUA de fomentar a crise de refugiados na fronteira da Bielorrússia com a Polônia, que mobilizou forças militares dos dois países e também de Moscou e de Londres. O Ocidente acusa Putin de incentivar a ditadura de Aleksandr Lukachenko a atrair imigrantes de países afetados por guerras e empurrá-los fronteiras europeias a dentro. Os aliados a leste negam.
A questão do Nord Stream 2 adiciona temperatura a um caldo que já borbulha de forma sem paralelo desde a anexação da Crimeia. Por ora, a Gazprom apenas disse que irá examinar as demandas alemãs.
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