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Alemanha

- Publicada em 11/11/2021 às 20h43min.

Alemanha bate recorde de casos de Covid-19 desde o início da crise sanitária

Na Alemanha, as vacinas estão disponíveis para toda a população com mais de 12 anos desde agosto

Na Alemanha, as vacinas estão disponíveis para toda a população com mais de 12 anos desde agosto


Christof STACH/AFP/JC
Em um mês, a Alemanha foi de um país em que o coronavírus parecia controlado a um panorama em que especialistas sugerem a ocorrência de uma quarta onda de Covid. Nesta semana, o número de novos casos por milhão de habitantes atingiu o pior patamar desde o começo da crise sanitária, e a cifra absoluta de infecções diárias bateu recorde nesta quinta-feira (11), com 50.196 contaminações.
Em um mês, a Alemanha foi de um país em que o coronavírus parecia controlado a um panorama em que especialistas sugerem a ocorrência de uma quarta onda de Covid. Nesta semana, o número de novos casos por milhão de habitantes atingiu o pior patamar desde o começo da crise sanitária, e a cifra absoluta de infecções diárias bateu recorde nesta quinta-feira (11), com 50.196 contaminações.
Em Berlim, os 2.874 novos casos diários registrados também são os mais altos desde o início da pandemia, segundo o Robert Koch-Institut (RKI), órgão do governo que monitora doenças infecciosas. Assim, a administração da capital alemã, que funciona como um estado independente, adotou regras mais duras contra a doença. Na prática, pessoas não vacinadas serão impedidas de entrar em espaços como restaurantes, cinemas e museus, e a expectativa é a de que outros estados sigam o exemplo.
Se a situação continuar se agravando, as novas regras em Berlim podem vir a atravancar a vida de quem optou pela imunização. Em números absolutos, a média móvel de sete dias na Alemanha, na quarta-feira (10), era de 39.676 casos e 236 mortes em todo o país, ainda de acordo com o RKI. Para comparação, no mesmo dia, o Brasil anotou 15.298 novos casos e 264 mortes por Covid-19.
Ainda na quarta, a média móvel de infecções por 1 milhão de habitantes nos últimos 7 dias na Alemanha era de 353, número próximo ao pico registrado no Brasil, em junho, 361, segundo dados da Universidade John Hopkins compilados pela plataforma Our World in Data. Até então, o momento de maior circulação do coronavírus na Alemanha havia sido em dezembro, com 307 casos por milhão de habitantes no dia 23.
O número de óbitos também está em escalada, mas longe do pico da pandemia no país. Foram cerca de 1,5 mortes por milhão de habitantes. No pior momento da crise, em janeiro, o valor superou 10.

Ministro diz que 4ª onda é a 'pandemia dos não vacinados'

No início do mês, o ministro da Saúde alemão, Jens Spahn, e o chefe do RKI, Lothar Wieler, atribuíram a alta nos casos aos atrasos na vacinação e às pessoas terem deixado de seguir protocolos sanitários.
Entre os problemas apontados está a checagem inadequada do comprovante de vacinação antes de o público entrar em um estabelecimento. Para Spahn, em declaração reproduzida pela agência de notícias Deutsche Welle, a "quarta onda está com força total" e agora é uma "pandemia dos não vacinados".
Na Alemanha, as vacinas estão disponíveis para toda a população com mais de 12 anos desde agosto. Os números, no entanto, parecem ter estagnado. Até o início de setembro, 60% da população tinha a imunização completa. De lá pra cá, o programa de vacinação pouco avançou. Chegou a pouco mais de 66% no fim de outubro e continua neste patamar até agora, segundo o Our World in Data.
Uma pesquisa do Instituto Forsa encomendada pelo Ministério da Saúde alemão mostra que 65% das pessoas não vacinadas não pretendem se imunizar nos próximos meses. Outros 23% tendem "bastante a não se vacinar", e apenas 2% disseram que planejavam fazê-lo. Os 10% restantes estavam indecisos.
O programa de reforço na imunização, criticado por divulgar informações desencontradas e falta de coordenação entre diferentes esferas do governo, ainda não obteve a abrangência desejada. A meta é que 20 milhões de pessoas recebam a dose extra até o Natal. Cerca de 3 milhões já foram aplicadas até agora.
 
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