Porto Alegre, domingo, 12 de setembro de 2021.
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Hungria

- Publicada em 17h35min, 12/09/2021. Atualizada em 18h16min, 12/09/2021.

Na Hungria, Papa se reúne com premiê e pede 'abertura' a estrangeiros

Encontro com Orbán durou 40 minutos e foi cordial, segundo comunicado do Vaticano

Encontro com Orbán durou 40 minutos e foi cordial, segundo comunicado do Vaticano


VATICAN MEDIA/AFP/JC
O papa Francisco disse neste domingo (12), durante uma curta passagem pela Hungria, que o país pode preservar suas raízes cristãs enquanto dá abertura aos necessitados. A declaração vem na contramão da posição radical do primeiro-ministro Viktor Orbán sobre imigração e sua postura contra refugiados da guerra civil síria, a quem já chamou de "invasores muçulmanos".
O papa Francisco disse neste domingo (12), durante uma curta passagem pela Hungria, que o país pode preservar suas raízes cristãs enquanto dá abertura aos necessitados. A declaração vem na contramão da posição radical do primeiro-ministro Viktor Orbán sobre imigração e sua postura contra refugiados da guerra civil síria, a quem já chamou de "invasores muçulmanos".
Francisco se reuniu com Orbán pela manhã, antes de presidir a missa de encerramento de um congresso religioso internacional durante uma visita excepcionalmente curta a Budapeste, de apenas sete horas. O Vaticano disse que o encontro durou 40 minutos e foi cordial e que, entre os vários temas discutidos, estão o papel da igreja no país, o compromisso com a proteção ambiental e a proteção e promoção da família.
Já em seu discurso no encerramento do congresso com uma missa para milhares de pessoas, o Papa se referiu à Hungria como uma nação "apegada a suas raízes", que deveria ser "aberta" a todos. "A cruz, conectada ao chão, não só nos convida a estar enraizados, mas também estende seus braços a todos", ele disse em seu discurso após a missa, ao qual Orbán compareceu. "Meu desejo é que vocês sejam assim: ancorados e abertos, enraizados e respeitosos", ressaltou.
Francisco muitas vezes se manifestou sobre o que vê como um ressurgimento de movimentos nacionalistas e populistas, pedindo unidade à Europa e criticando os países que tentam resolver a crise migratória com ações unilaterais ou isolacionistas.
O premiê Viktor Orban, que exacerba o nacionalismo, disse por outro lado, durante o Fórum Estratégico de Bled na Eslovênia na semana passada, que a única solução para a migração era a União Europeia "devolver todos os direitos aos estados".
Francisco depois viajou à Eslováquia, onde passa por quatro cidades, antes de retornar a Roma na quarta-feira (15). A curta duração de sua estadia em Budapeste levou diplomatas e a mídia católica a sugerir que o Papa estava dando prioridade à Eslováquia.
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