Porto Alegre, quarta-feira, 16 de junho de 2021.
Porto Alegre,
quarta-feira, 16 de junho de 2021.
Corrigir texto

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Relações Internacionais

- Publicada em 16h56min, 16/06/2021.

Em encontro, Biden e Putin concordam em iniciar conversas sobre controle bélico

Biden e Putin se reuniram por 4 horas em Genebra, na Suíça

Biden e Putin se reuniram por 4 horas em Genebra, na Suíça


Peter Klauzer/Pool/AFP/JC
Rússia e Estados Unidos há muito tempo não ficavam tão próximos. Mas essa proximidade não passou de um encontro entre os presidentes norte-americano, Joe Biden, e russo, Vladimir Putin, em Genebra, na Suíça, onde falaram sobre ataques mútuos, direitos humanos e armas nucleares – único ponto de consenso.
Rússia e Estados Unidos há muito tempo não ficavam tão próximos. Mas essa proximidade não passou de um encontro entre os presidentes norte-americano, Joe Biden, e russo, Vladimir Putin, em Genebra, na Suíça, onde falaram sobre ataques mútuos, direitos humanos e armas nucleares – único ponto de consenso.
Logo após a reunião entre ambos, que durou 4h, Biden afirmou, durante coletiva de imprensa, que o governo norte-americano vai promover retaliações cibernéticas caso a Rússia siga com ciberataques a setores chave da infraestrutura. Ele também destacou que última coisa que Putin deseja é uma nova Guerra Fria contra os EUA.
Já Putin, também em coletiva de imprensa, afirmou que os dois governos decidiram "começar um diálogo sobre cibersegurança", e respondeu que a maioria dos ataques como esse vem dos Estados Unidos.
Biden listou 16 áreas da infraestrutura que devem ficar "fora dos limites" dos ataques russos. Os especialistas trabalharão em "entendimentos específicos sobre o que está fora dos limites e acompanharão casos específicos, desde o nosso setor de energia até nossos sistemas de água", esclareceu o norte-americano, que acrescentou: "não vamos tolerar ameaças da Rússia à nossa soberania".
O presidente norte-americano ainda disse ter deixado claro a Putin que os EUA continuarão se opondo a ações da Rússia que, na visão dele, ferem os direitos humanos. Biden citou o caso da prisão do ativista Alexei Navalny, e afirmou que as consequências contra o Kremlin serão "devastadoras" caso o opositor morra na penitenciária.
Em relação a Navalny, Putin disse que ele "sabia que estava infringindo a lei" ao não respeitar as condições de uma suspensão de pena quando foi tratado na Alemanha por envenenamento - a sentença de prisão forçava Navalny a comparecer regularmente aos serviços penitenciários.
Em agosto, o opositor foi envenenado e transferido para tratamento na Alemanha. Navalny acusa o Kremlin pela ação. Depois de quase seis meses se recuperando em Berlim, ele foi preso ao retornar à Rússia em janeiro, com as autoridades culpando-o por não ter comparecido como deveria.
Putin, que regularmente acusa Washington de "dois pesos duas medidas" em termos de respeito pelos direitos humanos, também falou sobre o destino dos partidários de Donald Trump presos durante o ataque ao Capitólio em janeiro. Ele também citou o caso da prisão de Guantánamo para prisioneiros de terrorismo.
Quanto a pontos de concordância entre as duas nações, Biden contou que Putin concordou em trabalhar para garantir que o Irã não tenha acesso a armas nucleares. Além disso, os presidentes acordaram em iniciar conversas sobre controle bélico. Diplomatas e especialistas militares de ambos os países se reunirão para o que Biden chamou de "diálogo de estabilidade estratégica" para estabelecer as bases deste controle.
O norte-americano não especificou, no entanto, quando essas negociações começariam. O objetivo é preparar o terreno para tratativas sobre um acordo de controle de armas que suceda o novo tratado START, que deve expirar em 2026.
Comentários CORRIGIR TEXTO
Conteúdo Publicitário