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Jerusalém

- Publicada em 20h11min, 07/05/2021.

Confronto em Jerusalém em celebração pós-ramadã deixa 59 feridos

Após a oração na mesquita de Al-Aqsa, houve protesto contra a expulsão de palestinos que vivem em terras disputadas com colonos judeus

Após a oração na mesquita de Al-Aqsa, houve protesto contra a expulsão de palestinos que vivem em terras disputadas com colonos judeus


AHMAD GHARABLI/afp/jc
A polícia israelense e palestinos entraram em confronto nesta sexta-feira (7) na Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém, após um protesto que pedia o fim de despejos em áreas em disputa com os judeus. Ao menos 53 palestinos e 6 agentes israelenses ficaram feridos, de acordo com as equipes de resgate.
A polícia israelense e palestinos entraram em confronto nesta sexta-feira (7) na Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém, após um protesto que pedia o fim de despejos em áreas em disputa com os judeus. Ao menos 53 palestinos e 6 agentes israelenses ficaram feridos, de acordo com as equipes de resgate.
Na última sexta-feira do ramadã, mês sagrado para os muçulmanos, milhares de palestinos foram orar na mesquita de Al-Aqsa, considerada o terceiro templo islâmico mais importante do mundo.
A data coincide com a celebração do dia Quds, nome árabe para Jerusalém, no qual os muçulmanos fazem protestos para reafirmar o direito dos palestinos sobre a cidade. Houve atos também em países como Irã, Iêmen e Paquistão.
Como Israel retirou boa parte das medidas de distanciamento social, já que a vacinação avançou bastante no país, os fiéis puderam se aglomerar na mesquita e nos arredores dela. "Nosso povo permanecerá firme e paciente em suas casas, em nossa terra abençoada", disse o xeique Tayseer Abu Sunainah, durante o sermão.
Muitos dos participantes permaneceram no local após a oração, para um protesto contra a expulsão de palestinos que vivem em terras disputadas com colonos judeus. Os manifestantes levaram bandeiras e cantaram versos como "com nosso sangue e alma, vamos te redimir, Aqsa".
Em seguida, houve confrontos. "Centenas de pessoas lançaram pedras, garrafas e outros objetos contra os agentes, que responderam", segundo Wassem Badr, porta-voz da polícia de Israel. De acordo com a ONG Crescente Vermelho, ao menos um palestino foi ferido no olho por uma bala de borracha e outro foi atingido na cabeça por um projétil similar.
Jerusalém vive dias de tensão e protestos contra planos de retirada de famílias palestinas do bairro de Sheik Jarrah. Na madrugada desta sexta-feira, 15 palestinos foram detidos em meio aos atos. Horas depois, houve novos protestos naquele bairro.
Na segunda-feira (10), a Suprema Corte de Israel analisará um processo sobre despejos em Sheik Jarrah. A maioria dos moradores do bairro são palestinos, mas o local abriga um espaço sagrado para os judeus: a tumba de Simeão, o Justo, que foi sumo sacerdote por volta do ano 300 a.C.
O caso em questão envolve a retirada de quatro famílias palestinas. O tribunal regional de Jerusalém decidiu, no começo do ano, que esses terrenos deveriam ser devolvidos a famílias judias.
Pela lei de Israel, se judeus puderem provar que sua família vivia em Jerusalém Oriental antes de 1948, podem pedir que sejam restituídos seus direitos de propriedade. A regra é duramente contestada pelos palestinos.
O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos disse que os despejos violariam os compromissos internacionais de Israel em relação aos palestinos e pediu o fim das expulsões de moradores.
A União Europeia e os governos do Kuwait e da Jordânia disseram estar preocupados com a retirada dos moradores. O governo dos EUA afirmou estar profundamente preocupado com as tensões em Jerusalém e pediu a suspensão de atos unilaterais, como a expulsão de famílias.
O governo de Israel disse que os palestinos estão "tratando uma disputa imobiliária entre partes privadas como uma causa nacionalista, para incitar a violência".
No documento com mais de 200 páginas, a HRW aponta restrições impostas por Israel à movimentação dos palestinos e a apreensão de terras para a construção de assentamentos judaicos em territórios ocupados desde a guerra de 1967 como exemplos dos crimes cometidos.
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