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Estados Unidos

- Publicada em 18h11min, 13/04/2021. Atualizada em 19h21min, 13/04/2021.

Agente e chefe de polícia de Brooklyn Center renunciam após morte de homem negro de 20 anos

Tim Gannon, chefe do Departamento de Polícia, se demitiu nesta terça-feira (13)

Tim Gannon, chefe do Departamento de Polícia, se demitiu nesta terça-feira (13)


Stephen Maturen/Getty Images/AFP/JC
Tim Gannon, chefe do Departamento de Polícia de Brooklyn Center, cidade no estado de Minnesota, nos EUA, e Kimberly Potter, oficial que atirou e matou um homem negro no domingo (11), apresentaram suas demissões nesta terça-feira (13), anunciou o prefeito do município, Mike Elliot.
Tim Gannon, chefe do Departamento de Polícia de Brooklyn Center, cidade no estado de Minnesota, nos EUA, e Kimberly Potter, oficial que atirou e matou um homem negro no domingo (11), apresentaram suas demissões nesta terça-feira (13), anunciou o prefeito do município, Mike Elliot.
As saídas ocorreram após o conselho municipal aprovar uma resolução para demitir tanto Potter quanto Gannon, para quem a abordagem que levou Daunte Wright, 20 anos, à morte foi um acidente. O jovem, parado por agentes devido a uma infração de trânsito - a polícia diz que a placa do veículo estava irregular e que havia um desodorizador pendurado no retrovisor, o que a lei estadual proíbe -, foi atingido com tiros de uma arma de fogo, que teria sido confundida, segundo a polícia, com um taser, uma arma de choque.
Durante a abordagem, ao verificarem os documentos de Wright, a polícia constatou que havia um mandado de prisão pendente em decorrência de uma audiência judicial à qual ele não compareceu. De acordo com os registros, a vítima respondia por porte ilegal de arma e por ter fugido da polícia em outra abordagem no ano passado. Os agentes então deram voz de prisão a Wright e, segundo as imagens das câmeras acopladas às fardas dos policiais, tentaram algemá-lo do lado de fora do veículo. O vídeo então indica que houve resistência por parte de Wright, que volta a entrar no carro.
Ouve-se uma voz feminina gritando "taser, taser", e, segundo o departamento de polícia, Kimberly, de 48 anos, uma policial com 26 anos de experiência na corporação, confundiu-se e, em vez de disparar a arma de choque, disparou uma arma com munição letal contra Wright. "Puta merda, atirei nele", diz ela na gravação.
Segundo registros e relatos de testemunhas, ele ainda conseguiu dirigir por algumas quadras até que bateu o carro, inconsciente. Os policiais tentaram reanimá-lo, mas Wright foi declarado morto no local.
Tasers têm empunhaduras diferentes e são mais leves do que armas de fogo. Em muitos casos, são produzidos com cores vibrantes, em geral o amarelo, mas também podem ser pretos -como os usados pela polícia de Brooklyn Center.
O manual de conduta do departamento de polícia da cidade orienta que os agentes guardem tasers e armas de fogo em lados diferentes do coldre. A regra é que o revólver esteja do lado dominante do policial, e o taser, no oposto. Assim, um agente destro, por exemplo, tem seu revólver no lado direito do corpo e o taser no lado esquerdo, de modo que precisaria cruzar o braço para empunhar a arma de choque.
Centenas de pessoas se reuniram novamente em frente à sede do Departamento de Polícia de Brooklyn Center, cidade com 30 mil habitantes a menos de 20 quilômetros de onde George Floyd foi assassinado no ano passado. O grupo exibia cartazes com frases como "prendam todos os policiais assassinos racistas", "eu sou o próximo?" e "sem justiça não há paz".
"As injustiças que ocorreram nas últimas 24 horas não foram apenas dolorosas, mas também calculadas e metódicas, sem remorso ou consideração pela dor que nossa comunidade está experimentando coletivamente", disse Matt Branch, um dos manifestantes, ao jornal Star Tribune. "Estamos aqui hoje em nome de Daunte e de todas as vidas perdidas nas mãos da polícia."
Os agentes ergueram uma cerca para manter os manifestantes afastados, mas houve ataques de ambos os lados: enquanto parte do grupo lançou garrafas, pedras e fogos de artifício contra os policiais, estes responderam com bombas de gás lacrimogêneo e tiros de munição não letal.
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