Porto Alegre, sexta-feira, 19 de março de 2021.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
sexta-feira, 19 de março de 2021.
Corrigir texto

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Portugal

- Publicada em 19h11min, 19/03/2021.

Em Portugal, quem recusar vacina da AstraZeneca vai para o fim da fila

Até quinta-feira (18), Portugal, que tem cerca de 10 milhões de habitantes, já havia aplicado 1,2 milhão de doses

Até quinta-feira (18), Portugal, que tem cerca de 10 milhões de habitantes, já havia aplicado 1,2 milhão de doses


PATRICIA DE MELO MOREIRA/AFP/JC
Prestes a retomar o uso da vacina da AstraZeneca, após uma interrupção preventiva seguida por vários países europeus, Portugal vai mandar para o fim da lista aqueles que se recusarem a receber o imunizante da farmacêutica.
Prestes a retomar o uso da vacina da AstraZeneca, após uma interrupção preventiva seguida por vários países europeus, Portugal vai mandar para o fim da lista aqueles que se recusarem a receber o imunizante da farmacêutica.
Ao invés de receber uma dose produzida por outro fabricante (Pfizer ou Moderna, que também são usadas no país), quem não quiser a vacina da AstraZenenca perderá o lugar na fila de vacinação e terá de esperar por uma nova oportunidade.
De acordo com profissionais de saúde, a rejeição às doses da AstraZeneca aumentou nas últimas semanas, após a polêmica investigação de possíveis efeitos colaterais após a aplicação. "Já houve rejeições (à vacina da AstraZeneca) antes, e agora deverá haver mais. A orientação é: o paciente não escolhe a vacina. Não podemos eliminar a pessoa da lista, o que dizemos é que vai ter que esperar, correndo o risco de não ser vacinada", diz o presidente da Associação Nacional das Unidades de Saúde Familiar, Diogo Urjais, citado pelo jornal Público.
O coordenador da força-tarefa de vacinação em Portugal, vice-almirante Henrique Gouveia e Melo, também ressaltou a impossibilidade de escolha da "marca" da vacina. "O princípio no processo de vacinação é a não escolha da vacina, porque as vacinas aprovadas são igualmente boas e seguras", afirmou.
Após o anúncio de que a vacina da AstraZeneca foi considerada segura e eficaz pela EMA (Agência Europeia do Medicamento), o governo português realizou, na quinta-feira (19), uma entrevista coletiva conjunta entre várias esferas de cuidados de saúde para anunciar a volta do imunizante ao plano de vacinação nacional.
O primeiro-ministro, António Costa, já havia saído publicamente em defesa da vacina, ao anunciar que, ele próprio já havia recebido a primeira dose da AstraZeneca. "Toda a evidência científica demonstra que a vacina é segura e efetiva. Digo isto com a tranquilidade de eu próprio estar a ser vacinado e já ter tomado a primeira dose da AstraZeneca", afirmou. "Aguardo, aliás, com ansiedade a minha segunda dose em maio", completou o premiê.
Até quinta-feira (18), Portugal, que tem cerca de 10 milhões de habitantes, já havia aplicado 1.235.136 doses de vacinas contra a Covid-19. Cerca de 8,6% dos portugueses já receberam a primeira dose, e 3,6% já completaram o esquema de vacinação.
Comentários CORRIGIR TEXTO