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Itália

- Publicada em 15h45min, 09/03/2021.

Itália fecha acordo para produzir vacina russa Sputnik V

Com doses escassas, Itália resolveu assinar acordo para produzir a vacina russa Sputnik V

Com doses escassas, Itália resolveu assinar acordo para produzir a vacina russa Sputnik V


TIZIANA FABI/AFP/JC
Diante da lentidão no recebimento de vacinas contra a Covid-19 acordadas com a União Europeia (UE), países do bloco não estão disposto a esperar. Nesta terça-feira (9) foi assinado um acordo comercial entre o fundo soberano RDIF, com sede em Moscou, e a empresa farmacêutica suíça Adienne para produzir a vacina russa Sputnik V na Itália. O acordo ainda precisa da aprovação dos reguladores italianos, mas foi confirmado tanto por russos quanto pela Câmara de Comércio Itália-Rússia.
Diante da lentidão no recebimento de vacinas contra a Covid-19 acordadas com a União Europeia (UE), países do bloco não estão disposto a esperar. Nesta terça-feira (9) foi assinado um acordo comercial entre o fundo soberano RDIF, com sede em Moscou, e a empresa farmacêutica suíça Adienne para produzir a vacina russa Sputnik V na Itália. O acordo ainda precisa da aprovação dos reguladores italianos, mas foi confirmado tanto por russos quanto pela Câmara de Comércio Itália-Rússia.
Esta é a mais recente evidência de que alguns membros da UE não estão dispostos a esperar que o próprio regulador do bloco - a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) - conceda sua aprovação à Sputnik V. Além disso, o envio de doses a países de fora da UE, produzidos no bloco, está sendo barrado. O medo é que falte doses. Em janeiro, a escassez de vacinas fez a Espanha suspender a aplicação.
A UE acreditava que havia se preparado bem para a campanha de vacinação ao encomendar 400 milhões de doses da vacina da AstraZeneca e ao selar acordos com outras empresas de mais 2 bilhões de doses. Mas dificuldades logísticas fizeram a campanha ser muito lenta em todos os países, o que levou algumas nações a promover imunizações paralelamente e a adotar medidas de iniciativa própria.
Quanto à vacina russa, cientistas dizem que a Sputnik V foi quase 92% eficaz, com base em resultados de testes em estágio final revisados por pares publicados no jornal médico The Lancet no mês passado. O imunizante também foi aprovado ou está sendo avaliado para aprovação em três estados membros da UE - Hungria, Eslováquia e República Checa. Autoridades do bloco europeu disseram que Bruxelas poderia iniciar negociações com um fabricante de vacinas se pelo menos quatro países membros o solicitarem.
A Câmara de Comércio ítalo-russa disse em um comunicado divulgado na segunda-feira (8), feriado na Rússia, que a medida abriu o caminho para a criação da primeira unidade de produção do Sputnik V na Europa. A instituição informou que há planos para o início da produção italiana em junho e que espera que 10 milhões de doses de Sputnik V possam ser produzidas lá até o final do ano.
"Este acordo é o primeiro do tipo com um parceiro europeu", disse Vincenzo Trani, chefe da Câmara, em comunicado. "Pode ser considerado um acontecimento histórico, o que comprova o bom estado das relações entre os nossos países e mostra que as empresas italianas podem ver além das diferenças políticas."
A Adienne Pharma & Biotech, sediada em Lugano, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Kirill Dmitriev, chefe do RDIF, que comercializa o Sputnik V internacionalmente, disse ao canal de televisão italiano RAI 3 no domingo (7) que muitas regiões italianas estavam ansiosas para produzir a vacina e que a RDIF havia firmado um acordo com a Adienne para produzir o Sputnik na Itália.
"O que estamos oferecendo é uma verdadeira parceria de produção que criará empregos na Itália, e você pode controlar o produto, porque será produzido na Itália, e este produto pode não só salvar muitas vidas, mas pode ser exportado", disse.
Um oficial sênior da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) pediu aos membros da UE na semana passada que se abstenham de aprovar o Sputnik V em nível nacional enquanto a agência ainda o estava revisando, o que levou os desenvolvedores da vacina a exigirem um pedido público de desculpas.
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