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Grécia

- Publicada em 11h48min, 14/10/2020. Atualizada em 14h52min, 14/10/2020.

Líder de partido neonazista grego é condenado a 13 anos de prisão

Tribunal Penal de Atenas declarou Michaloliakos culpado por dirigir uma 'organização criminosa'

Tribunal Penal de Atenas declarou Michaloliakos culpado por dirigir uma 'organização criminosa'


ANGELOS TZORTZINIS/AFP/JC
O líder do partido neonazista grego Aurora Dourada, Nikos Michaloliakos, foi condenado nesta quarta-feira a 13 anos de prisão pela Justiça da Grécia. O Tribunal Penal de Atenas declarou Michaloliakos culpado por dirigir uma "organização criminosa". Outro líder do partido, o eurodeputado Ioannis Lagos, também foi condenado a 13 anos de prisão e perderá a imunidade parlamentar a pedido da Grécia, após a emissão da ordem de prisão.
O líder do partido neonazista grego Aurora Dourada, Nikos Michaloliakos, foi condenado nesta quarta-feira a 13 anos de prisão pela Justiça da Grécia. O Tribunal Penal de Atenas declarou Michaloliakos culpado por dirigir uma "organização criminosa". Outro líder do partido, o eurodeputado Ioannis Lagos, também foi condenado a 13 anos de prisão e perderá a imunidade parlamentar a pedido da Grécia, após a emissão da ordem de prisão.
A juíza Maria Lepenioti, que presidiu o julgamento, leu as sentenças contra Michaloliakos e os outros acusados. O tribunal seguiu as recomendações do Ministério Público e também condenou a 13 anos de prisão o ex-porta-voz do partido, Ilias Kassidiaris, e o deputado Christos Pappas, braço direito de Michaloliakos. Outros dois dirigentes do partido receberam a mesma pena de prisão: os ex-deputados Ilias Panagiotaros e Georgios Germenis.
Artemis Matthaiopulos, ex-genro de Michaloliakos, foi o único réu condenado a uma pena menor que a solicitada pelo MP e recebeu uma sentença de 10 anos de prisão. Como estava previsto, o tribunal também condenou Yorgos Rupakias, um membro do Aurora Dourada, à prisão perpétua pelo assassinato do rapper antifascista Pavlos Fyssas, em 2013.
O assassinato provocou uma grande comoção na Grécia e obrigou as autoridades a iniciar um processo contra o partido neonazista, responsável por assassinatos e atos de violência contra migrantes e ativistas de esquerda desde os anos 1990, mas que havia gozado até então de uma impunidade quase total. Na segunda-feira, 12, a Justiça grega rejeitou todas as circunstâncias atenuantes que poderiam ter reduzido as condenações dos líderes do Aurora Dourada.
Após cinco anos e meio de audiências, o tribunal penal de Atenas qualificou na semana passada o partido como uma "organização criminosa". Cinquenta dos 68 processados foram declarados culpados de "dirigir ou integrar" uma organização criminosa, assassinato, agressões ou posse ilegal de armas. O longo processo judicial provocou o declínio progressivo do Aurora Dourada, terceira força política do país em 2015, que não conquistou nenhuma cadeira no Parlamento nas eleições legislativas de julho de 2019.
Agência Estado
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