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Estados Unidos

- Publicada em 22h21min, 30/09/2020. Atualizada em 15h33min, 01/10/2020.

'Paciente de Berlim', primeiro homem curado do HIV, morre de câncer nos EUA

Timothy Ray Brown, a primeira pessoa conhecida a ser curada da infecção de HIV no mundo, morreu na Califórnia (EUA) após o retorno de um câncer, informou seu companheiro, Tim Hoeffgen, nesta quarta-feira (30). "É com grande tristeza que anuncio que Timothy faleceu cercado por mim e amigos, após uma batalha de cinco meses contra a leucemia", escreveu em um post no Facebook. Hoeffgen disse que Brown era seu "herói" e "a pessoa mais doce do mundo".
Timothy Ray Brown, a primeira pessoa conhecida a ser curada da infecção de HIV no mundo, morreu na Califórnia (EUA) após o retorno de um câncer, informou seu companheiro, Tim Hoeffgen, nesta quarta-feira (30). "É com grande tristeza que anuncio que Timothy faleceu cercado por mim e amigos, após uma batalha de cinco meses contra a leucemia", escreveu em um post no Facebook. Hoeffgen disse que Brown era seu "herói" e "a pessoa mais doce do mundo".
Brown, nascido em 11 de março de 1966, ficou conhecido como o "Paciente de Berlim". A doença foi eliminada em 2007 após ele receber o transplante de um doador com resistência natural ao vírus da Aids. O caso do norte-americano fascinou e inspirou uma geração de médicos e de pacientes infectados, oferecendo um vislumbre de esperança de que um dia será encontrada uma cura.
"Devemos a Timothy e seu médico, Gero Huetter, uma grande gratidão por abrir a porta para os cientistas explorarem o conceito de que a cura para o HIV é possível", disse Adeeba Kamarulzaman, presidente da Sociedade Internacional de Aids Society (IAS, na sigla em inglês). Brown discursou em uma conferência sobre Aids na IAS depois de obter sucesso no seu tratamento.
Brown foi diagnosticado com HIV em 1995, enquanto vivia na capital alemã, e em 2006 foi diagnosticado com um tipo de câncer no sangue conhecido como leucemia mieloide aguda.
Foi então que Huetter, especialista em câncer sanguíneo da Universidade de Berlim, propôs e um transplante de medula e a utilização do procedimento também para tentar curá-lo do HIV, com a participação de um doador com uma rara mutação genética que fornece resistência natural ao vírus da Aids.
Esse tipo de tratamento envolve a destruição do sistema imunológico do paciente e o transplante de células-tronco com uma mutação genética chamada CCR5, que resiste ao HIV. Apenas uma pequena proporção de pessoas - a maioria delas descendentes do norte da Europa - tem a mutação CCR5 que as torna resistentes ao vírus causador da Aids. Esse e outros fatores tornaram o tratamento caro, complexo e altamente arriscado.
O primeiro transplante de Brown ocorreu em 2007, mas foi apenas parcialmente bem-sucedido, pois o vírus do HIV sumiu, mas a leucemia permaneceu. Para Huetter, o caso de Brown foi um tiro no escuro. Ele teve um segundo transplante do mesmo doador em março de 2008. Desde então, testava repetidamente negativo para HIV.
Embora Brown tenha permanecido livre do HIV por mais de uma década após o tratamento, ele teve uma recaída mais agressiva da leucemia no ano passado, com o câncer se espalhando para sua coluna e cérebro.
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