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Suécia

- Publicada em 22h54min, 17/09/2020.

Abordagem da Suécia ao coronavírus causou mais mortes, mas agora contaminações estão em queda

Com 580 óbitos por 1 milhão de habitantes, Suécia tem um número 5 vezes maior do que o da Dinamarca e 10 vezes mais alto do que Noruega e Finlândia

Com 580 óbitos por 1 milhão de habitantes, Suécia tem um número 5 vezes maior do que o da Dinamarca e 10 vezes mais alto do que Noruega e Finlândia


Stina STJERNKVIST/AFP/JC
Enquanto a maior parte da Europa registra uma segunda onda de contaminações, a Suécia passou a ter uma das taxas de infecção mais baixas do continente. O governo sueco adotou uma abordagem diferente dos vizinhos, apenas recomendando medidas de distanciamento e mantendo a maior parte das escolas abertas - apenas as classes para maiores de 16 anos foram suspensas.
Enquanto a maior parte da Europa registra uma segunda onda de contaminações, a Suécia passou a ter uma das taxas de infecção mais baixas do continente. O governo sueco adotou uma abordagem diferente dos vizinhos, apenas recomendando medidas de distanciamento e mantendo a maior parte das escolas abertas - apenas as classes para maiores de 16 anos foram suspensas.
Nos primeiros meses, cientistas, médicos e parte da opinião pública criticaram a decisão. Os índices de infecções e mortes não chegaram aos níveis de Itália e Espanha, mas eram muito superiores aos vizinhos escandinavos. As mortes também. Com 580 óbitos por 1 milhão de habitantes, o país tem um número 5 vezes maior do que o da Dinamarca e 10 vezes mais alto do que Noruega e Finlândia. Em maio, chegou a registrar a maior taxa de mortalidade por coronavírus per capita do mundo, colocando em dúvida sua estratégia de evitar uma quarentena rígida.
Agora, porém, a Suécia vem registrando menos casos que os dois vizinhos, apenas 13 pacientes ocupam UTIs e a média de mortes na última semana foi zero. "Não temos o ressurgimento do vírus como em outros países", disse ao canal France-24 Anders Tegnell, epidemiologista e arquiteto da abordagem.
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