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Bielorrússia

- Publicada em 15h06min, 30/08/2020. Atualizada em 17h20min, 31/08/2020.

Bielorrússia registra dia de protestos contra a reeleição de Alexander Lukashenko

Opposition supporters rally to protest against disputed presidential elections results in Minsk on August 30, 2020. (Photo by - / TUT.BY / AFP)

Opposition supporters rally to protest against disputed presidential elections results in Minsk on August 30, 2020. (Photo by - / TUT.BY / AFP)


TUT.BY/AFP/JC
A capital da Bielorrússia, Minsk, registrou, neste domingo (30), mais um dia de protestos realizados por milhares de manifestantes que exigem a renúncia do presidente do país. Os movimentos ocorrem há quatro semanas, desde a eleição presidencial em 9 de agosto. Segundo os manifestantes, o resultado da votação foi fraudado. Autoridades do país, contudo, alegam que a vitória de 80% do presidente Alexander Lukashenko sobre a adversária Sviatlana Tsikhanouskaya foi legítima.
A capital da Bielorrússia, Minsk, registrou, neste domingo (30), mais um dia de protestos realizados por milhares de manifestantes que exigem a renúncia do presidente do país. Os movimentos ocorrem há quatro semanas, desde a eleição presidencial em 9 de agosto. Segundo os manifestantes, o resultado da votação foi fraudado. Autoridades do país, contudo, alegam que a vitória de 80% do presidente Alexander Lukashenko sobre a adversária Sviatlana Tsikhanouskaya foi legítima.
Lukashenko inicia o sexto mandado consecutivo, estando no cargo desde 1994. Fora do país, a União Europeia e os Estados Unidos também questionaram as eleições e recusaram ajuda para mediar os protestos. O presidente Russo, Vladimir Putin, por outro lado, fechou um acordo para enviar ajuda para a segurança da Bielorrússia caso seja solicitado.
O presidente do país do Leste Europeu segue culpando os países ocidentais por encorajarem os protestos. No sábado, o governo cancelou a credencial de dezenas de jornalistas de veículos internacionais, deportou estrangeiros e vai processar repórteres bielorrussos por atuar em "ações não autorizadas". Além disso, bloqueou mais de 70 sites informativos e prendeu opositores. Há mais de 600 queixas de tortura e espancamento, 450 delas documentadas por entidades de direitos humanos.
No país, manifestações só são permitidas com a autorização do governo, e protestos contra Lukachenko são considerados ilegais.
Entre os veículos que tiveram credenciais cassadas e jornalistas expulsos estão as emissoras de TV alemã ARD e britânica BBC, as agências de notícias Reuters, Associated Press, RFI, Deutsche Welle e AFP e a rádio Svaboda.
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