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China

- Publicada em 16h51min, 13/08/2020. Atualizada em 21h03min, 13/08/2020.

Seis meses depois, Wuhan deixa atmosfera de cidade fantasma confinada pelo coronavírus

Barracas de comida, tradição na China, voltaram a apresentar movimento

Barracas de comida, tradição na China, voltaram a apresentar movimento


HECTOR RETAMAL/AFP/JC
No coração da China, Wuhan foi a primeira cidade do planeta a ser colocada em quarentena devido ao coronavírus. Seis meses depois, os habitantes desfrutam retorno à vida normal, a tal ponto que muitos deles não hesitam em deixar a máscara de lado.
No coração da China, Wuhan foi a primeira cidade do planeta a ser colocada em quarentena devido ao coronavírus. Seis meses depois, os habitantes desfrutam retorno à vida normal, a tal ponto que muitos deles não hesitam em deixar a máscara de lado.
Jovens dançando em uma festa techno, barracas de comida lotadas e engarrafamentos em todos os lugares: a paisagem de Wuhan não tem mais nada a ver com a atmosfera de cidade fantasma experimentada desde 23 de janeiro.
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Festas com aglomerações agora fazem parte da rotina dos chineses em Wuhan. Foto: Hector Retamal
A metrópole de 11 milhões de habitantes viveu um severo confinamento de 76 dias, finalmente suspenso no início de abril. Em maio, depois de mais de um mês sem registro de novos casos de Covid-19, voltou a ter contaminados e elaborou um plano de testagem dos 11 milhões de habitantes.
Mas com a doença quase extinta em toda a China, o movimento tomou conta das ruas. Milhares de pessoas de Wuhan fazem fila diariamente em frente a trailers que vendem café da manhã. Uma cena que contrasta com as multidões que se aglomeravam nos hospitais da cidade durante o inverno.
Enquanto o uso da máscara é agora obrigatório em Berlim, Paris e Bruxelas, na cidade símbolo da pandemia, a proteção, assim como os trajes completos e óculos de segurança, dão lugar a guarda-chuvas e óculos de sol. Nos últimos dias, as temperaturas chegaram a 34 graus. Os turistas voltaram e são fotografados sorrindo em frente à Torre do Grou Amarelo, um dos monumentos de Wuhan, com seus artesanatos em vermelho e laranja.
"No primeiro semestre do ano, reativamos apenas alguns projetos que estavam planejados antes da epidemia", explica à Agência France Press Hu Zeyu, funcionário de uma agência imobiliária. "O volume de negócios foi fortemente reduzido", resume.
O mesmo aconteceu com Yang Liankang, dono de uma barraca de comida. A atividade está se recuperando lentamente, com as vendas diárias passando de cerca de 300 yuans (US$ 43) no mês passado para mais de mil yuans (US$ 143) hoje. "Mas não estão indo tão bem quanto eu imaginava", ressalta.
Entre as primeiras pessoas contaminadas em Wuhan, muitas trabalhavam no mercado de produtos frescos, que foi fechado pelas autoridades no início de janeiro. Abandonado atrás de altas barreiras azuis, não foi reaberto e alguns vendedores restabeleceram seus postos mais longe.
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Mercado de produtos frescos, fechado no início de janeiro, ainda não foi reaberto, e alguns vendedores restabeleceram seus postos mais longe. Foto: Hector Retamal
Após o desconfinamento, Wuhan tomou seu tempo para recordar e tentar superar o trauma. No Museu da Revolução, uma exposição sobre a Covid-19 apresenta objetos representativos da luta contra a pandemia. Os visitantes podem ver trajes de corpo inteiro, com dedicatórias, que foram usados por profissionais da saúde durante a crise.
Muitos em Wuhan dizem que querem aproveitar a vida cotidiana. "Agora, aproveito cada dia como se fosse o último", declara um local chamado Hu Fenglian. "Não estou com vontade de me preocupar muito".
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