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Colômbia

05/05/2020 - 20h29min. Alterada em 05/05 às 20h36min

Colômbia analisa conceder liberdade temporária a presos por causa da Covid-19

Na prisão de Villavicencio, 657 entre 1.800 presos estão com coronavírus

Na prisão de Villavicencio, 657 entre 1.800 presos estão com coronavírus


EL SALVADOR'S PRESIDENCY PRESS OFFICE/AFP/JC
Mesmo sob pressão de organizações de familiares de presos e de organismos de direitos humanos, o governo da Colômbia ainda não definiu como será o decreto que promoverá a libertação temporária de parte dos presos. A maioria das prisões do país sofre de superlotação, como na Argentina, e há várias delas com casos de infectados pelo novo coronavírus.
Mesmo sob pressão de organizações de familiares de presos e de organismos de direitos humanos, o governo da Colômbia ainda não definiu como será o decreto que promoverá a libertação temporária de parte dos presos. A maioria das prisões do país sofre de superlotação, como na Argentina, e há várias delas com casos de infectados pelo novo coronavírus.
No Departamento de Meta, uma das regiões mais castigadas pela violência das guerrilhas no passado, a prisão de Villavicencio registrou, nesta terça-feira (5), que 657 de seus mais de 1.800 presos estão com coronavírus.
Trata-se da penitenciária com mais contaminados de toda a Colômbia. Os primeiros casos surgiram no pavilhão mais lotado da prisão, onde foram reportadas também as primeiras três mortes. Há ainda 50 carcereiros que receberam diagnóstico positivo para a Covid-19. Alguns parentes desses carcereiros também foram infectados, como a mulher de um deles, Andrea Sotelo Vargas, que morreu no último fim de semana.
Também há casos confirmados em outras cadeias da Colômbia, como a de La Picota - famosa por ter sido o local onde ficaram presos os principais narcotraficantes do país -, em Bogotá. Ali, foram identificados cinco contaminados. Há também um caso em Cundinamarca, um em Caquetá e outro em Leticia.
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