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Saúde

Alterada em 31/03 às 19h23min

EUA e França passam China em número de mortes

Nova York registra a maioria do total de vítimas nos Estados Unidos, com 932 ocorrências

Nova York registra a maioria do total de vítimas nos Estados Unidos, com 932 ocorrências


SPENCER PLATT/GETTY IMAGES/AFP/JC
Estados Unidos e França superaram, nesta terça-feira (31), a China em número de mortes por coronavírus (Covid-19). Os norte-americanos registraram 3.721 mortes até a noite, e, a França, 3.532 mortes - o país europeu agora é o terceiro com mais óbitos, atrás da Itália (mais de 12,4 mil) e da Espanha (mais de 8,2 mil). A China, onde o surto de coronavírus começou no fim de 2019, tem 3.309 mortes até agora.
Estados Unidos e França superaram, nesta terça-feira (31), a China em número de mortes por coronavírus (Covid-19). Os norte-americanos registraram 3.721 mortes até a noite, e, a França, 3.532 mortes - o país europeu agora é o terceiro com mais óbitos, atrás da Itália (mais de 12,4 mil) e da Espanha (mais de 8,2 mil). A China, onde o surto de coronavírus começou no fim de 2019, tem 3.309 mortes até agora.
Segundo dados divulgados pela Universidade Johns Hopkins, os EUA passaram dos 184 mil casos e são o país com maior número de pessoas que contraíram a infecção. Em seguida vêm Itália (105,7 mil), Espanha (94,4 mil), China (82,2 mil), Alemanha (70,9 mil) e França (52,8 mil).
Chama atenção, portanto, o grande número de mortos na França para a quantidade de pessoas infectadas. Por outro lado, apesar de um alto número de casos, a Alemanha tem baixa letalidade - apenas 682 mortos.
O total de casos de Covid-19 no mundo tem aumentado rápida e diariamente e chegou a mais de 850 mil nesta terça-feira, com 4l,6 mil mortes. Nos EUA, o estado de Nova York registra a maior parte do total de mortos pelo novo vírus, com 932 vítimas. A expectativa do governo norte-americano é de que o pico de casos e mortes no país aconteça em duas semanas, em 15 de abril.
O presidente Donald Trump anunciou no domingo (29) a extensão de medidas de distanciamento social até 30 de abril, depois de ter dado diversas declarações de que era preciso reabrir os EUA até a Páscoa. Ele foi convencido por dados, apresentados por assessores, de que o pior ainda estava por vir e era preciso manter as pessoas em casa por mais tempo para tentar conter o avanço do novo vírus.
O ritmo de crescimento dos casos confirmados começou a subir de forma vertiginosa no meio de março. Estados como Nova York, Nova Jersey e Califórnia são os mais afetados, mas outros focos críticos têm aparecido em Michigan e na Flórida, por exemplo. Com as medidas de isolamento, que variam de estado para estado, mais de 225 milhões de pessoas, ou três em cada quatro norte-americanos estão sob medidas restritivas no país atualmente.
Segundo levantamento da Kaiser Family Foundation, dos 50 estados norte-americanos, 44 limitaram atividades de bares e restaurantes, 46 fecharam escolas, e 28 estão com a ordem de manter os cidadãos em casa.
De acordo com especialistas, a demora no processo dos testes para detectar a Covid-19 deu a falsa impressão de que o perigo ainda não havia chegado aos EUA e deixou por muito tempo autoridades e população desarmadas, enquanto a transmissão se dava em marcha invisível e exponencial. A confirmação do primeiro paciente com diagnóstico de coronavírus nos EUA foi em 21 de janeiro.
Trump, que inicialmente minimizava a gravidade da pandemia, declarou estado de emergência nacional após 52 dias, em 13 de março. Menos de duas semanas depois, o país registrava 83.012 casos e 1.301 mortes, superando China e Itália e tornando-se o epicentro do vírus.
Na França, a Comissão Europeia deu aval ao programa fiscal que permite o adiamento do pagamento de impostos por companhias aéreas do país, fortemente atingidas pelo impacto do coronavírus.